_
Uma amiga revelou que a ex-namorada de Floyd Mayweather, com quem o pugilista tem três filhos, estaria a escrever antes de morrer um livro sobre os abusos a que foi sujeita no período em que viveu com o pugilista. Josie Harris foi encontrada morta este mês no interior de um carro, na Califórnia, num cenário em que, segundo o site TMZ, as autoridades não encontraram qualquer prova de abuso de drogas ou de suicídio.
Josie relata no tal livro que Mayweather quase a matou depois de a espancar violentamente em frente aos três filhos pequenos do casal. O excerto revela uma relação tumultuosa, que começou quando ela tinha apenas 16 anos.
Uma das revelações mais chocantes prende-se com a última agressão a que foi sujeita, em 2010, que culminou com a detenção do pugilista. Josie escreveu que Mayweather a terá agarrado pelo cabelo quando ela estava a dormir e arrastou-a pelo quarto da casa, em Las Vegas "como se fosse uma boneca", gritando repetidamente "vou matar-te". Isto diante dos filhos, então com 7, 9 e 11 anos.
Conta Josie sobre esse episódio: "Os meus olhos abriram-se pelo som da minha própria voz. A dor irradiava pela minha cabeça e quando olhei vi o Floyd. Ele estava a agarrar a parte de trás do meu cabelo e a segurar-me com a outra mão. Arrastou-me pelo quarto... A mobília do quarto caía enquanto ele me puxava como se fosse uma boneca."
Ela conta no mesmo livro que Mayweather estava furioso, acusando-a de o trair com outro homem, chamado CJ, gastando dinheiro com ele.
As crianças terão implorado ao pai para parar e um dos amigos do pugilista, que supostamente teria assistido a tudo, nada fez para o travar. "Floyd, ouve os teus filhos. Estás a fazer isto diante dos teus filhos", terá dito Josie.
"A dor que sentia na cabeça era agonizante e gritei até ele me largar. Antes que pudesse dizer alguma coisa ele voltou a pegar-me pelo cabelo e bateu-me na cabeça. Estava determinado a dar-me uma lição, podia ver isso nos seus olhos... Mas eu sabia que não podia deixar-me ir, por isso lutei."
Josie tentou lutar, mas não teve a mínima hipótese perante um pugilista. "Eu sabia a força que ele tinha naquelas mãos, eu estava com medo. 'Sua p..., quero-te fora da minha casa, andas a dar o meu dinheiro ao CJ', gritava ele."
"Quando me sentei, agarrou no meu braço e torceu-o nas minhas costas. 'Floyd, por favor pára, imploro-te'. Mas ele estava cada vez mais zangado e tive medo de morrer", terá escrito Josie. "'Paro de te bater quando fores ao fundo, sua c...'", terá dito, por sua vez, Mayweather.
Josie conta que as crianças queriam ajudá-la mas que o amigo do pugilista não deixou. "'Alguém ligue para o 112', gritei. Abri os meus olhos enquanto ele puxava o meu cabelo outra vez, senti que ele ia arrancar-me o escalpe. Com as duas mãos tentei aliviar a pressão e a dor."
O filho mais velho chamou a polícia e Mayweather foi embora, de carro. Josie conta que não conseguiu responder às questões dos paramédicos. Sofreu uma contusão cerebral e uma lesão no braço.
"Não queria revelar as coisas que sei sobre Floyd Mayweather. Ele tinha-me batido antes, a nossa relação era violenta. Mas eu sabia que esta foi a última vez que me bateu", terá escrito Josie, de 40 anos.
A amiga explica que decidiu mostrar uma parte do livro de Josie porque "ela merece que a sua voz seja ouvida, agora mais do que nunca".