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Sete meses depois, André Fialho vai voltar este sábado aos octógonos do UFC. Será no UFC Apex, em Enterprise (Nevada), para uma luta de peso-meio-médios integrada no cartaz principal do 'UFC Fight Night: Dern vs. Hill' diante de Joaquin Buckley. Será o regresso ao palco maior do MMA mundial, para um combate que o português, de 29 anos, espera ser de viragem. Especialmente depois de um 2022 algo complicado, com três derrotas, duas delas consecutivas.
Fialho assume que foi um período difícil, mas que rever os seus desaires o ajudou. "Não gostei, detestei mesmo! Mas estou grato, para ser sincero. Está a fazer de mim o homem que me estou a tornar e no atleta que quero ser. Tem sido uma experiência de crescimento e aprendizagem. Estou numa forma tão boa, na maior organização do mundo. É altura de aprender, não posso deixar o tempo passar sem aprender, especialmente depois das duas derrotas que tive. É muito importante", assumiu o lutador português, ao portal do UFC.
Essa vontade de aprender foi também a razão que o levou a estar sete meses sem competir. Para aprender, melhorar e saber analisar o seu oponente. Ainda assim, o Fialho de sempre está bem presente. "O cão que tenho dentro de mim só quer sair e começar a bater. Acredito que tenho as armas para travá-lo. Quero ser paciente no começo, mas tenho dúvidas que a luta dure os três assaltos. No papel, esta luta tem tudo para ser a melhor da noite. O UFC sabe o que faz, alinham sempre grandes lutadores em grandes lutas. Esta é mais uma".
De resto, apesar de confiante, o português, que tem um registo de carreira de 16–6 (1) no MMA, elogia o seu oponente Joaquin Buckley (15–6), mas sempre com uma pequena 'bicada' guardada. "É um grande atleta, muito forte e explosivo. É perigoso, tem muita força, mas não acho que tenha muita inteligência a lutar. Não que eu tenha demonstrado muita até agora, mas tenho de me tornar num lutador inteligente e é isso que quero fazer nesta luta."
Apesar dessa inteligência que quer começar a ter e de uma maturidade que pretende adquirir, Fialho não deixa de lado o seu lado mais atacante. "É assim que a minha mente funciona. Só consigo imaginar-me a ganhar, a derrotá-lo. A pensar nos golpes que lhe vou dar, que o vão apagar por completo. Mas não quero pensar nisso. Quero passar a ter uma mentalidade de quem está preparado para três assaltos, de pensar que as lutas vão ser longas, de forma a não ficar sem energia, a não ficar frustrado. Quero manter-me consistente, técnico, em forma e rápido."
Apesar disso... o português não perdoa instantes depois. "Acredito que vou apagá-lo".
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