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Aos 26 anos, Débora Évora é um dos nomes mais seguros para os próximos anos do kickboxing nacional. Vinda de uma família com fortes raízes na modalidade, a lutadora estava quase destinada a seguir esta via, ainda que inicialmente os seus interesses tenham passado por algo totalmente oposto.
"Eu sempre gostei muito de ver os meus primos nos treinos. Mas sempre fui muito magrinha. Antes fazia aulas de canto e piano, algo que não tem nada a ver! Sempre gostei muito de ver os treinos, mas como fazia coisas diferentes o meu tio nunca me puxou para treinar. Mas como na altura se falava muito do bullying, foi a minha mãe quis que começasse a treinar. Fiquei super contente, até porque não foi difícil começar, porque já observava os treinos, já corrigia as pessoas mesmo sem treinar. Não fui obrigada".
Apesar de ter sido a impulsionadora de tudo isto, a forma como tudo sucedeu surpreendeu Vanda, a mãe de Débora. "Ela nunca imaginou que chegaria a este ponto. Só queria que me soubesse defender. Por ela estaria agora nas passerelles, a cantar ou a tocar piano. Mas apoia-me com tudo e é muito orgulhosa."
Já muitas vezes lhe disseram que tem ar de quem não faz mal a uma mosca e isso é algo que, no início, até jogava a seu favor. "Viam-me nas pesagens e riam-se de mim. 'Ela está aqui e de certeza que vai levar uma porrada, porque olha o arzinho dela!'. Mas sempre levei isto a sério, claro que nada foi forçado e estudava ao mesmo tempo, mas sempre levei muito a sério e treinava."
O tio que Débora fala mais acima é Humberto Évora, uma das maiores referências da modalidade, que foi o responsável pelo início do legado atual, que já ‘agarrou’ muitos outros elementos da família, como Adriano Évora, o primo Nino ou Rúben... "Começou com eles, agora estou a levar o nosso apelido pelo mundo fora".
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Por Fábio Lima