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A antiga lutadora norte-americana Ronda Rousey, uma das mais conceituadas da história do UFC, enumerou, em entrevista ao 'The Guardian', as consequências que sofreu por passar tanto tempo em competição ao mais alto nível nas artes marciais e no judo, garantindo que acumulou concussões durante anos a fio.
"Acumulei concussões e concussões durante muitos anos. É difícil dizer quantas, não descansava quando sofria uma. Continuava a treinar e isso só agravava tudo. Em vez de sentir os sintomas por alguns dias, sentia-os durante semanas ou meses. Durante todo o ano, tinha sintomas das concussões. Existem alguns graus de gravidade, mas a pior que tive foi quando caí com a parte de trás da cabeça nos Mundiais de judo, na Argentina. 'Apaguei' totalmente até à manhã seguinte", começou por contar. "Tratavam-me como se me estivesse a queixar de uma dor de cabeça. As pessoas diziam: 'Dói-te a cabeça? Tens de lidar com isso. E se a cabeça doer durante o Jogos Olímpicos?'. Foi assim que aprendi a lidar com isto desde muito nova. Passou a ser uma forma de vida", acrescentou.
Em 2016, a norte-americana deixou o UFC depois de duas derrotas consecutivas, uma em novembro de 2015 e outra em dezembro daquele ano, ambas por KO. A primeira, frente a Holly Holm, foi vista por milhares de pessoas e terminou com uma imagem para a história, quando Rousey arrancou um pedaço do lábio com os dentes... e cuspiu-o.
"Foi o pior momento da minha vida. Foi a dor mais intensa que alguma vez tive. Senti-me miserável, nunca me tinha sentido tão envergonhada. Queria matar-me. Apetecia-me engolir uma caixa de analgésicos, fechar os olhos e acabar com tudo. Mas não tenho arrependimentos. Se chegar ao ponto em que a única coisa que consigo fazer for ver as baleias ao pé do oceano, vou ficar feliz. Faria tudo novamente, mas gostaria de o ter feito com mais conhecimento", rematou.
Por Record