Continua bastante ativo o diferendo que envolve a Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai (FPKMT) e a Federação de Desportos de Combate (FNKDA). Todo o processo das duas entidades relacionadas com o kickboxing conheceu, esta quarta-feira, um novo capítulo, isto na medida em que o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) recusou o recurso da FPKMT após esta ter sido excluída pela World Association of Kickboxing Organizations (WAKO).
A WAKO é a entidade reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional e, após expulsar a FPKMT por irregularidades nos estatutos, filiou a FNKDA. No entanto, a nível interno, é a FPKMT que mantém o apoio e é reconhecida pelo Estado, via IPDJ, e que tem estatuto de utilidade pública desportiva. Um aspeto que a FKMT, de resto, explicou em comunicado.
"O TAS expressa que não se imiscui nem toma posição, pois não lhe compete, decidir se é a FPKMT ou a FNKDA quem deve representar Portugal internacionalmente
Esta decisão, cujo objecto se centrava unicamente na validade, ou não, da decisão da WAKO em excluir um seu membro (FPKMT) em nada altera, portanto, o actual contexto da modalidade, sendo a FPKMT a única Federação Nacional da modalidade reconhecida pelo Estado Português a quem atribui o estatuto de Utilidade Pública Desportiva plena
Mantém-se, assim, o dever dos agentes desportivos nacionais de kickboxing nacional absterem-se de, directa ou indirectamente, por qualquer meio, participar, organizar, promover, divulgar, patrocinar ou apoiar qualquer prova ou evento de kickboxing realizado em território nacional que envolvam a denominada associação de direito privado denominada "FNKDA", bem como filiar-se em tal associação, o que constituiria conduta incompatível com os princípios estatutários e regulamentares da FPKMT que detém exclusivos poderes delegados pelo Estado Português para a modalidade do kickboxing em território nacional.", podia ler-se.
Toda esta situação ganha especial relevo se se tiver em conta que a WAKO atribuiu a Portugal, por intermédio da FNKDA, a organização do Campeonato do Mundo de kickboxing de 2023, no caso da cidade de Lisboa.
Ainda assim, Carlos Ramjnali, vice-presidente da WAKO, mostrou-se satisfeito com a decisão do TAS. "Esta decisão era a esperada, não só por ter ja perdido antes, na arbitragem da WAKO, como por não haver nenhuma dúvida sobre os factos. A investigação independente que foi feita por 3 membros do board da WAKO foi exímia e o resultado não podia ser outro. Havia e há questões de má governança, gestão e eleições que motivaram isto e agora já não é uma questão da WAKO, agora é o Governo em Portugal que deve aprofundar as razões para uma Federação nacional ser expulsa da Internacional, especialmente pelos motivos que foram. Por parte da WAKO só nos podemos congratular por ter sido feita justiça", vincou.
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