James Vick aposenta-se após derrota com André Fialho: «Não posso continuar a fazer isto...»
Antigo top-10 do UFC admitiu: "Já não sinto essa paixão por lutar como costumava ter há muito tempo"
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James Vick, antigo top-10 do UFC, anunciou esta quarta-feira que vai deixar de combater. Numa longa mensagem nas redes sociais, o lutador natural do Texas afirmou que a derrota frente ao português André Fialho, por knockout, na estreia no XMMA, foi "a pior da carreira", tendo-lhe causado graves lesões que acabarão por fazer-se sentir no futuro.
"Nem sei por onde começar. Há alguns dias tive a pior derrota da minha carreira. Saí com o meu escudo, tal como sempre fiz como um guerreiro. Lamento a todos os que me ajudaram e acreditaram tanto em mim neste último ano. A verdade é que já não sinto essa paixão por lutar como costumava fazer há muito tempo. Mas sempre fui disciplinado e treinei duro, independentemente do que acontecesse. Um dos motivos que me faziam continuar a lutar era para provar ao meu filho que não podes simplesmente desistir quando as coisas começam a complicar. Mas esta não é a forma de ensinar-lhe isso. Isto não é como falhar num teste ou perder um jogo de basquetebol ou de futebol. Isto é um desporto de combate e esta merda pode ser permanente", começou por escrever o agora ex-lutador.
Lesões graves após combate com André Fialho
"Sabia que algo estava muito errado com um dos últimos socos que ele [André Fialho] me deu. Estou feliz que o juiz interveio, eu teria sido muito duro e burro para continuar. O meu orbital está partido do meu lado direito, a fratura atingiu o outro lado e causou uma fratura bilateral, além do meu maxilar estar completamente deslocado, então eles finalmente vão fazer-me uma cirurgia para consertar. O médico disse que eu definitivamente poderia lutar novamente depois disto, se eu quisesse, mas esta foi minha última luta. Eu não posso continuar a fazer a minha família passar por isso."
Orgulho na carreira
"Eu cheguei ao topo de onde eu iria chegar nos desportos de combate ao tornar-me um lutador top-10 no UFC. Honestamente, essa foi uma das minhas grandes conquistas, considerando que eu nem tinha começado a treinar até os meus 20 anos, trabalhava num emprego em tempo integral. Passei por várias cirurgias importantes depois disso. Tentar alcançar estes atletas que treinaram a vida inteira tem sido a coisa mais difícil que já fiz", concluiu.
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