Jiu-jitsu: Pedro Ramalho conquista Open Europeu em Odivelas

Derrotou Robson Odílio na final

• Foto: Facebook de Pedro Ramalho

O português Pedro Ramalho venceu este domingo o Open Europeu de jiu-jitsu na faixa castanha, ao derrotar na final Robson Odílio, numa prova que decorreu em Odivelas e que juntou cerca de 3.500 participantes. Depois de eliminar vários atletas ao longo da manhã, o jovem de 21 anos levou ao delírio os milhares de espetadores que enchiam o pavilhão multiusos de Odivelas, ao vencer na final dos atletas de faixa castanha o brasileiro Robson Odílio, conquistando um título pela segunda vez consecutiva na competição, mas em categorias distintas, uma vez que em 2015 se sagrou campeão em faixa roxa, a terceira da hierarquia.

Em declarações à agência Lusa após a final, Pedro Ramalho mostrou-se feliz por conquistar o primeiro lugar no ano de estreia na faixa castanha. "Estou muito feliz, este é o melhor sentimento do mundo. É o primeiro ano na faixa castanha, foi muito difícil, mas felizmente consegui. O público foi incrível, se não fossem eles não tinha metade da força e só posso agradecer por todo o apoio que me deram", afirmou.

O atleta português fez questão de realçar as dificuldades que sentiu ao longo do Open, no qual encontrou "lutadores muito bons".  "Foi muito complicado [chegar até à final], esta é uma categoria com lutadores muito bons, tem muita gente e é muito dura, mas estou muito feliz. Agora é pensar em Abu Dhabi, vem aí o campeonato mundial profissional em abril, venci o ano passado na faixa roxa e este ano vou tentar fazer o mesmo na faixa castanha", sublinhou.

Manuel Neto, treinador de Ramalho, partilhou também a sua alegria com a vitória, enaltecendo que o português praticou sempre "um bom jiu-jitsu".

"O Pedro é um atleta muito dedicado, faz um trabalho muito sério na academia, é uma pessoa muito humilde e isso também o ajuda a estar no lugar onde está. Estou sem palavras para expressar a minha alegria, dois anos consecutivos campeão europeu, sempre praticando um bom jiu-jitsu e estou muito feliz", enalteceu.

Já Nelson Pontes, português que em 2014 foi campeão europeu e mundial na modalidade na faixa castanha, no primeiro ano na faixa preta não teve a mesma sorte, perdendo na meia-final devido a uma lesão no joelho, que o deixou visivelmente triste, mas confiante de que vai voltar "ao mais alto nível".

"O meu adversário explorou bem o meu joelho, que está um pouco tocado e não deu para sair. Toda a minha carreira tenho estado habituado a chegar ao pódio, desta vez não foi possível, mas vou chegar mais forte para lutar em todos os opens internacionais e prometo que vou estar ao mais alto nível em termos técnicos e físicos, pois vou treinar como um atleta profissional e lutar para estar sempre no pódio", assumiu à lusa.

Quanto à prova em si, o vice-presidente da federação portuguesa de jiu-jitsu, Diogo Valença, fez um balanço muito positivo da prova, que começou no dia 20, considerando-a "um autêntico sucesso".

"Devido ao constante aumento do público, sentimos necessidade de procurar uma infraestrutura maior e o pavilhão de Odivelas é o maior antes do Meo Arena, e recebendo o apoio do município de Odivelas conseguimos trazer para aqui esta prova que é um autêntico sucesso a todos os níveis. Mais uma vez batemos o recorde de atletas inscritos, 3.500, é o maior evento da modalidade feito no mundo, e estamos muito satisfeitos", reiterou.

Por Lusa
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