Karaté: Paris'2024 na mira

O DTN diz que a possível exclusão da modalidade do programa olímpico pode chegar ao Parlamento

• Foto: Nuno Fonseca/Movephoto

O comité organizador dos Jogos Olímpicos de Paris’2024 não deu continuidade à inclusão do karaté no programa de modalidades em competição, em detrimento, por exemplo, da estreia do breakdance. Tal decisão provocou "surpresa" nos responsáveis pela modalidade em Portugal. Quem o expressa é o diretor técnico nacional, Joaquim Gonçalves.

"A decisão provocou em nós grande surpresa e admiração porque os critérios que estão subjacentes a uma modalidade olímpica é a sua representatividade mundial e, nesse sentido, há modalidades propostas que colocam algumas dúvidas, desde logo a questão do breakdance. Por outro lado, a FMK tem feito um trabalho extraordinário e o karaté tem hoje uma capacidade competitiva muito forte. No último Campeonato do Mundo tivemos 115 países representados! Portanto, entendemos que se está a subverter os valores do desporto e do olimpismo", começou por dizer o dirigente, a Record.

O contacto com as instâncias que tutelam o desporto português já foi desencadeado e o cenário de levar o assunto ao debate político não está de todo posto de parte. "Parlamento? É uma situação que podemos explorar. Temos neste momento um sinal positivo. Sentimos o apoio das instituições que tutelam o desporto em Portugal, casos da Secretaria de Estado do Desporto e do Comité Olímpico de Portugal, mas a importância de se chegar a um Parlamento não está posta de parte. Tivemos um voto de louvor do Parlamento ainda recentemente, depois de termos conquistado quatro medalhas no Campeonato da Europa de cadetes, juniores e sub-21. É uma força que podemos utilizar, sem dúvida", revela.

O Campeonato da Europa sénior, prestes a iniciar-se, será igualmente altura oportuna para os dirigentes de diferentes federações mundiais se juntarem à mesa, informou também o dirigente.

Expectativas altas para Madrid

O Campeonato da Europa sénior começa hoje, em Guadalajara, Madrid. De Portugal partiram 23 atletas. Ana Rita Oliveira, campeã europeia de sub-21 recentemente na Dinamarca, sabe que vai encontrar um contexto de seniores e por isso "mais difícil" e, ainda que saiba que o título conquistado em Aalborg a torne "mais reconhecida", é a "mesma pessoa".

Já Filipe Reis fala de "expectativas altas" em busca de uma medalha. "Estou integrado no Projeto Olímpico e tenho tido a felicidade de representar Portugal em diferentes oportunidades no circuito mundial. Estou a acumular bastante experiência e pontos no ranking. Encaro esta prova com a mesma seriedade de sempre. Sei que estou melhor preparado e tenho expectativas altas de conquistar um resultado positivo e, quem sabe, possivelmente uma medalha."

Quanto a Hélio Hernandez, a ambição faz com que tenha os "pés bem assentes na terra". "As expectativas continuam a ser as mesmas. Trabalho diariamente para isso. As expectativas são claramente uma medalha, se possível, a posição mais alta do pódio. Agora, sei que tenho de ter os pés bem assentes na terra porque é muito difícil", reforça.

Por Ruben Tavares
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