Kickboxing: da linha da frente na guerra na Ucrânia ao título mundial em Albufeira
Roman Shcherbatiuk foi condecorado por Volodymyr Zelenskyy
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Roman Shcherbatiuk é um dos muitos soldados do exército ucraniano que lutam pelo seu país contra a invasão russa. E nas horas vagas - poucas -, treina e procura competir ao mais alto nível no kickboxing. Na última semana, em Albufeira, conseguiu pela segunda vez na carreira ser campeão mundial de K1, ao derrotar na final o croata Anto Siric. Um feito notável, para quem usa o kickboxing essencialmente para mostrar a força do seu país além fronteiras.
Ao nosso jornal, Roman não escondeu o seu sentimento patriota. "Sou um soldado. Estou no exército. Trabalho como soldado em Kiev e no meu tempo livre treino e tento participar em provas. É muito importante mostrar ao mundo o nosso espírito e força, o espírito e força do povo ucraniano. Eu estou a representar a Ucrânia, eu sou a Ucrânia. Tenho de mostrar a nossa força, o nosso carácter. Em acreditar na liberdade e na vitória", assumiu o lutador de 26 anos, que pratica kickboxing há 10.
"Treinei karate quando era miúdo, mas depois comecei a fazer kickboxing e não parei. A cada competição penso se devo ou não continuar competir, mas depois de cada competição quero voltar a treinar e competir e ir para as provas", explicou o kickboxer.
Os feitos de Roman Shcherbatiuk são de tal forma evidenciados que no ano passado, depois de ter sido autorizado a deixar a linha da frente para participar nos Jogos Mundiais (onde foi 3.º), foi agraciado por Volodymyr Zelenskyy, com a medalha 'Pelo Trabalho e pela Vitória', entregue àqueles que mostram a força, coragem e determinação do povo ucraniano. A conquista de Albufeira, na semana passada, foi mais uma prova disso.
Organização de topo
Já sobre Portugal e da organização que encontrou em Albufeira, o lutador ucraniano não tem dúvidas. "Foi incrível. Já participei em vários campeonatos - Mundiais, Europeus, Jogos Mundiais, Taças do Mundo -, e este é um dos melhores. Está no meu top-3", assumiu.