"Motivação" é palavra de ordem para a comitiva portuguesa no Europeu de kickboxing da WAKO
"Tivemos as pesagens e correu tudo bem, os atletas, mesmo cansados, estão motivados."
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Depois de sexta-feira e sábado terem sido dias dedicados às pesagens dos atletas, os combates do Campeonato da Europa de kickboxing da WAKO arrancam esta segunda-feira com 17 atletas portugueses (o sorteio da competição acontece neste domingo). De acordo com Pedro Telles e Raúl Lemos, técnicos responsáveis pelos atletas lusos em Antalya, na Turquia, as sensações não podiam ser melhores a poucas horas do início dos combates.
"Tivemos as pesagens e correu tudo bem, os atletas, mesmo cansados, estão motivados. Hoje e amanhã têm tempo para descansar tendo em vista o início dos combates, que acontece na segunda-feira", começou por explicar Raúl Lemos, numa ideia partilhada por Pedro Telles: "O estado de espírito é bom, os atletas estão cientes das dificuldades que lhes esperam poque já quase todos estiveram em provas da WAKO. Houve malta que chegou mais tarde e hoje demos-lhes a tarde livre para regularem o sono e recuperarem a nível físico depois das pensagens. Mentalmente estão todos muito fortes porque sabem para o que vêm".
A dupla prefere não fazer grandes previsões para o torneio porque ainda não houve sorteio, mas Pedro Telles deu ênfase ao facto de haver atletas a fazer a estreia em provas da WAKO, entidade que rege o kickboxing a nível internacional. "Faz parte da renovação que acontece gradualmente. Para a dimensão do país, trazer 17 atletas já é muito bom, ainda para mais nas condições em que eles tiveram de vir. Os veteranos estão a apoiar os que se estão a iniciar neste tipo de competições, que sentem realmente esse apoio", vincou, realçando ainda as diferenças entre o tatami, que conta com apenas 4 atletas e pelo qual é responsável, e o ringue (13 atletas): "O tatami é mais difícil do que o ringue, porque aqui pões a dormir ou ficas a dormir. No tatami há muita técnica, é algo muito específico. No point fighting em específico estamos a anos-luz do resto da Europa. No ringue já há mais atletas com capacidade de lutar por medalhas". Em relação a este tema, Raúl Lemos foi também taxativo. "O ringue é aquilo que todos querem, toda a gente quer ir para o ringue. A base de seleção é um bocado maior", vincou.
Raúl Lemos, responsável pela vertente do ringue, concluiu explicando a relevância desta competição para o futuro. "Esta é uma prova importante porque vamos ter a possibilidade de qualificar atletas para os European Games, em Cracóvia, e para os Combat Games, na Arábia Saúdita, competições que se disputam no próximo ano", rematou.