Pedro Telles: «É preciso dar-se as mesmas condições ao tatami que se dá ao ringue»

'Selecionador' esteve com Portugal no Campeoanto do Mundo de Kickboxing

Seguir Autor:

Adicione como fonte preferencial no Google

Portugal despediu-se do Campeonato do Mundo de Kickboxing, realizado em Itália, com três medalhas conquistadas, todas elas no ringue (Ricardo Hilário e Sofia Oliveira em K1 e Inês Casqueiro em Low Kick). No tatami, os atletas portugueses não conseguiram nenhum triunfo, situação que, para Pedro Telles, responsável por esta vertente na comitiva lusa, se justifica em parte com a diferença de aposta feita. 

"É precisar dar condições para as equipas trabalharem. Por volta de 2006/2007, antes de começarem estes problemas com a Federação, estávamos a fazer um trabalho consistente na disciplina e estávamos a ter bons resultados. No entanto, a direção que lá está agora apostou nitidamente no ringue e no muaythai. Não há grandes condições nesta disciplina e falta competição. Os atletas fazem um Campeonato Regional, um Campeonato Nacional, uns estágios e depois caem aqui de paraquedas e combatem contra atletas que passam os meses todos a competir. Para além disso, há poucos treinadores que têm interesse no Point Fight. É preciso dar-se as mesmas condições ao tatami que se dá ao ringue", começou por referir a Record.

À margem disto, Pedro Telles partilhou ainda com o nosso jornal aquilo que foi/tem sido o seu percurso no kickboxing. "Comecei a praticar a modalidade a meio dos anos 70, comecei a dar umas 'murraças' precisamente com o Carlos Ramnajali. Começámos os dois a treinar com aquele que trouxe o, na altura, Full Contact para cá, o Francisco Gouveia", vincou, explicando depois de que forma foi introduzido ao tatami: "O tatami 'caiu-me no colo' há muitos anos, quando entrei na modalidade não havia estas disciplinas- quando comecei a fazer Full Contact não usávamos luvas e o ringue não tinha cordas. Depois foram surgindo outras categorias e, quando fui viver para o Algarve, havia lá uma equipa muito forte, do Arlindo Martins, que dominava o, na altura, Semi Contact (atual Pont Fight). Eu nunca tinha lutado nessa categoria, mas ele desencaminhou-me para aquilo porque não tinha ninguém para treinar. Fui ficando, fiz formações e comecei uma senda vitoriosa a partir de 2002/2003, altura em que fui convidado para ser selecionador".

O 'selecionador' (termo não oficial porque a Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai foi banida pela WAKO) concluiu recordando o tempo que passou nos Açores: "Em 2012, a convite da Direção Regional do Desporto dos Açores, fui para lá para implementar o kickboxing, que estava a 'morrer' na Ilha do Pico. Estive lá seis anos, fomos cinco vezes campeões regionais e três vezes campeões nacionais. Em 2018 achei que o meu trabalho estava feito e decidi voltar para voltar a ocupar as funções que exercia".

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Porto ver exemplo
Ultimas de Desportos de combate
Notícias
Notícias Mais Vistas