Raúl Lemos e o Europeu de Cadetes e Juniores de kickboxing: «Foi uma ótima aprendizagem»

Técnico satisfeito com a prestação dos atletas

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Portugal despediu-se, esta terça-feira, do Campeonato da Europa de Cadetes e Juniores de Kickboxing, isto depois de Rodrigo Marques ter perdido o seu combate nos quartos-de-final em Low Kick (-60 kg).

Apesar de todos os atletas lusos (Samandar Nimatulayev, Miguel Godinho e Rita Pinheiro também estava em prova) terem sido eliminados na primeira ronda que disputaram, Raúl Lemos, 'selecionador' (termo não oficial porque a Federação Portuguesa de Kickboxing e Muaythai foi banida pela WAKO) nacional (primeiro à esquerda na fotografia), mostra-se satisfeito com a participação portuguesa na prova.

"Fazemos um balanço muito positivo desta prova, a maior parte dos miúdos não competiam há cerca de dois anos por causa das proibições associadas à pandemia. Para além disso, os nossos atletas tiveram algum azar no sorteio porque calharam com os cabeças-de-série todos. Através do Youtube é possível analisar os adversários e conseguimos perceber que alguns lutaram há seis meses em competições profissionais. Ninguém saiu magoado, ninguém perdeu por knockout e foi uma ótima aprendizagem. Agora precisamos de competição, estes atletas precisam de ‘rodar muito’", começou por dizer a Record.

Assumindo que os problemas burocráticos associados ao facto de a Federação ter sido banida pela WAKO complicaram a preparação da prova, Raúl Lemos explicou ainda a importância que provas deste género têm para os jovens atletas: "Os atletas competiram e, depois do combate, perceberam onde é que tinham errado ao analisar os vídeos. Isso é muito positivo e sinto que eles evoluíram nesse sentido. Para além disso, vamos aproveitar o resto da semana para treinarmos com atletas de outros países que já foram eliminados de forma a podermos melhorar".

O 'Golden Boy' concluiu vaticinando que o futuro do kickboxing em Portugal está assegurado. "Temos um futuro muito bom pela frente. Muitos dos atletas contra quem combatemos têm centenas de combates e, mesmo assim, os nossos atletas conseguiram bater-se bem. A única coisa que nos falta é termos tudo organizado como instituição, a nível federativo, para podermos competir e treinar com tempo, isto de forma a chegarmos às provas mais bem preparados", rematou.

Na mesma linha de pensamento, Carlos Ramnajali, figura histórica do kickboxing português e membro do conselho da WAKO, deixou elogios aos lutadores portugueses: "Apesar de todos os atletas terem sido eliminados no primeiro combate, o balanço é muito positivo. As circunstâncias de preparação desta competição não foram fáceis, mas ficou bem patente que os talentos existem em Portugal, só têm de ser orientado e treinados para que possam competir".

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