Rui Bragança: «Não temos tempo para politiquices»
Atleta olímpico preocupado mas à margem das polémicas na federação de taekwondo
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Rui Bragança, um dos 33 atletas que beneficiou da atribuição de uma bolsa olímpica, considerou que a atual polémica que agita o taekwondo poderá afetar a preparação dos atletas para o Mundial.
"Não me quero envolver nestas polémicas, mas o facto de o presidente da federação, José Luís Sousa, ter recentemente perdido o seu mandato, já está a afetar a preparação dos atletas para o Mundial", referiu hoje à agência Lusa o lutador natural de Guimarães, que foi nono classificado nos últimos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.
O atual presidente da Federação de Taekwondo foi acusado pelo Tribunal Judicial de Lisboa de incompatibilidade de funções, uma vez que acumula o cargo de presidente federativo com o de treinador do Clube de Natação de Rio Maior.
Uma acusação que partiu de Paulo Diniz, delegado da Associação de Lisboa, o qual terá sido vítima de ameaças e de agressão por parte de José Luís de Sousa.
"Não vou entrar em detalhes sobre o que se passou, até porque não estava presente quando a polémica ocorreu. Mas isto não é bom para a imagem da modalidade. Temos o Mundial em Musu, na Coreia do Sul, a pátria da modalidade, e há coisas que têm de ser resolvidas", adiantou Rui Bragança.
O campeão europeu de taekwondo nos Jogos de Baku de 2015 não quer alimentar controvérsias, pois "os atletas, neste processo, são meros peões".
"Não temos tempo para entrarmos em politiquices. Só queremos treinar e fazer a nossa preparação dentro da normalidade. Espero que os dirigentes percebam isso", disse.