A eslovena Tina Maze, bicampeã olímpica de slalom gigante, disse à Lusa que espera uns Mundiais de esqui, em Saalbach, com muitos pódios "em aberto", numa fase em que a modalidade está a tornar-se mais apelativa para fãs.
Em entrevista à agência Lusa à margem dos Mundiais, que decorrem na Áustria, a bicampeã olímpica espera uma edição que possa confirmar novos talentos a surgir e renovar credenciais de atuais figuras do esqui alpino, a começar pelas disciplinas técnicas que vão ocupar a próxima semana, incluindo o slalom.
"Nos homens, é muito interessante perceber a competição na equipa suíça, com tantos bons desportistas, sempre perto do pódio. Só os noruegueses podem ameaçá-los. Têm tido uma evolução para outra consistência. Isso torna tudo muito interessante", analisou, notando as várias lesões no setor feminino.
A organização na Áustria, de resto, merece-lhe elogios, dado que aquele país "sabe preparar competições de topo, tendo feito coisas incríveis no esqui", continuando "a pôr muito esforço em tornar a modalidade interessante".
De resto, Maze nota que o próprio fenómeno mediático em torno do esqui tem mudado, "como poder-se ouvir comunicações rádio com o treinador" na transmissão televisiva.
"São grandes sinais de que o esqui está a mudar, a tentar ser mais interessante para as plateias", refere.
No momento atual, analisa, "toda a comunidade está à procura de competir o máximo possível", a um ritmo que pode não ser sustentável a longo prazo -- a eslovena apelida mesmo este momento de "insano".
"Uma pessoa fica tão cansada... preferiria que os atletas não tivessem esse objetivo, de fazer todas as corridas, mas apontar a algumas, as mais importantes. (...) O problema não é do sistema, é dos atletas que não dizem o que fazem e não fazem. Fazem tudo e não ouvem os corpos, e depois surgem as lesões", alerta, numa situação com eco noutras modalidades.
Uma das estrelas maiores da história do desporto na Eslovénia, com quatro medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas), entre downhill, slalom gigante e Super G, além de nove pódios em Mundiais, Tina Maze sente como "bom, até assoberbador", fazer parte de um "patamar mundial tão elevado" de 'astros' eslovenos.
Ser considerada ao lado dos ciclistas Primoz Roglic (que antes praticara esqui) e Tadej Pogacar é a garantia de que "o muito trabalho compensou, tendo dado o exemplo através do sucesso".
"Fizemos muito, e ainda fazemos muito, pela Eslovénia. O desporto é muito importante cá, na escola a primeira disciplina é esloveno, depois matemática, e depois vem o desporto. O país está a criar um sistema, a partir das escolas, muito focado no desporto, e é daí que saem diamantes como Pogacar", conta.
Os Mundiais de esqui alpino decorrem até 16 de fevereiro em Saalbach, Áustria, com quatro portugueses em prova: Ariana Ribeiro, Ricardo Brancal, Manuel Ramos e Corentin Gatignol.
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