Gustavo Ribeiro e o título do Super Crown: «Quero provar que não é só uma vez»

Aos 21 anos, conquistou o título com que sonhava desde pequeno, conseguido "de forma muito bonita", mas isso não o deixa "satisfeito".

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• Foto: Getty Images
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O atleta olímpico Gustavo Ribeiro, que venceu o circuito mundial de skate ao triunfar na Super Crown, no Rio de Janeiro, disse esta quarta-feira à Lusa que quer provar que foi "feito para isto" e prolongar o domínio na modalidade.

"Quero provar que não é só uma vez. Que realmente fui feito para isto e consigo muitos mais títulos, não só um", declara, em entrevista à Lusa, o 'skater' natural de Almada.

Em 6 de novembro, foi campeão do mundo no Brasil, dias depois foi recebido em festa no aeroporto de Lisboa, e admite já ter tido que ver "o vídeo da final várias vezes para ver se realmente aconteceu". "Foi uma prova única. Preparei-a muito. Tinha prometido a mim mesmo, no ano passado [em que foi terceiro], que este ano tinha de ganhar o Supercrown. A prova foi tramada, sinceramente. Foi muito difícil", recorda.

Depois de parecer estar "sempre no topo, na liderança", a verdade é que a prova de que "nunca está garantido" é que, à entrada para a última tentativa, "estava em segundo". "Estava a ver-me a perder quase tudo, mas, na última manobra, consegui. Foi muito feliz, mas não foi fácil, de todo", afirma.

Antes da Super Crown, Gustavo Ribeiro tinha vencido a terceira e penúltima etapa, em Las Vegas, nos Estados Unidos, no fim de semana de 08 e 09 de outubro, depois de ter fechado o pódio na passagem por Jacksonville, seguida de um sétimo lugar em Seattle.

Na etapa decisiva, foi o último 'trick' a dar-lhe a vantagem sobre o norte-americano Braden Hoban.

Um triunfo 'à portuguesa', concede, ecoando um hábito no desporto nacional de conseguir sucesso no fim, seja num 'play-off' de acesso a Mundiais ou Europeus, no futebol, ou a vitória de Miguel Oliveira no MotoGP, no Grande Prémio da Estíria em 2020. "Até me arrepiei [ao pensar na comparação]. É verdade, sabes? Às vezes, pode soar mal, mas é assim que somos. Não interessa a pressão que nós vamos 'virar' o jogo. É só acreditar em nós mesmos, e não é como começa, mas sim como acaba", comenta.

Aos 21 anos, conquistou o título com que sonhava desde pequeno, conseguido "de forma muito bonita", mas isso não o deixa "satisfeito". "Não estou satisfeito com o que tenho, quero ficar com este título o máximo possível. Uma parte, difícil, foi feita, ganhar o título. O mais difícil é agora, mantê-lo. Vai ser complicado, mas adoro desafios. A vida, sem desafios, não era engraçada", atira.

Gustavo Ribeiro sente-se "muito confiante" do skate que tem produzido, "e os portugueses sabem" que não vai "abdicar de uma grande oportunidade", referindo-se a Paris2024, depois do oitavo lugar na estreia da modalidade no programa olímpico, em Tóquio2020.

"Não terei muitas oportunidades de ir aos Jogos Olímpicos, umas três ou quatro. Será a segunda, e quero aproveitar ao máximo, ver se consigo trazer finalmente uma medalha olímpica para casa", declara.

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