Direito de resposta de Rogério Jóia

Considerando duas notícias publicadas no Jornal Record, datadas respectivamente de dia 16 de Julho de 2016, na pág. 39 – "Rogério Jóia contra livro de Luís Horta" e de dia 18 de Julho de 2016, na pág. 21 – "Responsabilidade impede resposta ao Dr. Rogério Jóia" -, assinadas, curiosamente, ou não, pelo mesmo jornalista Senhor Dr. António Varela, onde o Senhor Presidente do COP, Dr. José Manuel Constantino, fala da relação institucional entre o IPDJ – IP e a ADoP, nomeadamente da relação entre os dois Presidentes.

Considerando que já é a segunda vez que o Jornal Record e curiosamente mais uma vez através do mesmo Jornalista Senhor Dr. António Varela, publica notícias falsas sem tentar ouvir a ADoP, o que não me parece eticamente correcto, já que no dia 18 de maio aconteceu o mesmo, o que obrigou a um Direito de Resposta publicado em 30 de Maio de 2016.

Considerando que devemos pugnar todos pela verdade.

Considerando que a ADoP é uma instituição autónoma, que nos termos da Lei 38/2012, de 28 de Agosto, na sua actual redacção, mais concretamente do seu art. 16, ng. 1, é a organização nacional antidopagem com funções no controlo e na luta contra a dopagem no desporto.

Vimos por este meio e mais uma vez, repor a verdade dos factos.

No dia 29 de Junho de 2016, o IPDJ – IP publicou no seu site conteúdos relativos a questões de dopagem que se encontram desactualizados.

No dia 30 de Junho de 2016: o Presidente da ADoP informou o CD do IPDJ — IP, que tais conteúdos não se encontravam nem adequadamente localizados, nem actualizados no site em causa, já que cabe à ADoP e não a outro organismo público a missão em questão.

É de referenciar que falamos de organismos públicos…

No dia 4 de Julho de 2016, foi enviado e-mail ao CD do IPDJ — IP, com o comunicado que seria publicado no site da ADoP, na 4.ª feira, dia 6 de Julho de 2016, pelas 17h30, caso os conteúdos em causa se mantivessem no site do IPDJ — IP.

Ou seja, existiu todo um caminho até chegar ao comunicado em questão, caminho que ignorado, quer pelos destinatários dos emails em causa, quer por parte de quem publicitou esta "notícia".

Obviamente que não se chega a este patamar sem se tentar diligentemente resolver o assunto de outra forma.

E aqui quero afirmar que não existe qualquer crise institucional com o meu colega e amigo, Dr. Augusto Baganha, nem com o IPDJ — IP, até porque tenho conhecimento que existem elementos do CD do IPDJ — IP, que se revêem na posição assumida pelo Presidente da ADoP.

Não vale a pena quererem abrir fracturas onde elas não existem, ainda que todos nós tenhamos obrigação de defender os nossos organismos.

Se tivessem tentado ouvir todas as partes, tais inverdades não seriam alvo de notícia…

Quanto às respostas do Senhor Presidente do COP, Dr. José Manuel Constantino, com quem é público a existência de divergências entre este e o Presidente da ADoP, diz o mesmo mais uma vez, sem saber do que fala e não devendo dizer o que disse, que é a primeira vez que vê tal coisa em 40 anos.

Deveria certamente estar mais atento.

Mas seguramente que as suas atenções centrar-se-ão neste momento no facto da sua eventual apreensão pela suspensão do LBCD do Brasil, na medida em que é a primeira vez que a cerca de dezoito dias do começo dos Jogos Olímpicos, o Laboratório do país onde os mesmos se vão realizar se encontra suspenso, pese embora todos os putativos experts (inclusivamente nacionais) que desempenham funções ao nível da antidopagem brasileira.

Ficamos ainda apreensivos e admirados pelo facto de contrariamente ao que aconteceu com a suspensão do Laboratório Português, observarmos a inexistência de reacções de preocupação deste responsável pelo desporto nacional, demonstrando inquietação por este facto, quando tantas reacções negativas manifestou aquando da altura da suspensão do LAD português.

Até hoje, ainda não vimos qualquer manifestação de preocupação do Senhor Presidente do COP, relativamente às amostras que serão efectuadas nos Jogos Olímpicos de 2016 aos atletas portugueses.

A ADoP tem como uma das suas preocupações major a preservação da integridade dos resultados desportivos e da saúde dos atletas, pelo que aqui se aproveita para manifestar a sua total disponibilidade e solidariedade para com os atletas portugueses que integram a Missão Olímpica e Paralímpica e que neste momento (altura em que escrevo este Direito de Resposta), desconhecem qual o laboratório acreditado onde serão analisadas as amostras das acções de controlo a que vão ser sujeitos.

Esperamos sinceramente que a solução possa passar pela reacreditação do laboratório de análises de dopagem brasileiro.

Relativamente ao Comité Olímpico Português, estaremos sempre disponíveis para qualquer colaboração a bem do interesse público e da verdadeira ética. Repito, da verdadeira ética…

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente da ADoP (Rogério Jóia)

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