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Dados do estudo 'Transição de carreira, situação perante o emprego e mercado de trabalho"
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A maioria dos atletas olímpicos não se dedicou exclusivamente ao desporto, com 43,3% dos inquiridos a terminarem o percurso desportivo abruptamente, indica o estudo 'Transição de carreira, situação perante o emprego e mercado de trabalho".
Apenas 17,3% dos inquiridos foram atletas em exclusividade durante a carreira, dedicando uma média de 8,31 anos unicamente ao desporto, enquanto 36% estudava e trabalhava ao mesmo tempo. Para 29,3% dos inquiridos prevaleceu a situação dual de estudar e treinar/competir.
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O treino foi a atividade que ocupou mais tempo aos desportistas olímpicos, com uma média de 24,8 horas semanais, nos últimos três anos da sua carreira, seguindo-se mais de nove horas associadas à preparação, nomeadamente despendidas em massagens ou deslocações para treinos.
O trabalho 'consumiu' mais de 15 horas semanais, em média, aos inquiridos, e as atividades de formação/educação corresponderam a 12 horas, com 84,1% dos respondentes a atingir o nível académico mais elevado durante a carreira e apenas 15,9% depois.
O Estatuto de Atleta Estudante, de entre os 10 tipos de apoios formativos/educativos quando conciliavam o desporto de elite e formação, foi aquele do qual a maioria dos atletas beneficiou (61,7%).
O pouco tempo disponível para estudar foi apontado por 80% dos olímpicos retirados como a principal dificuldade na hora de conciliar a carreira desportiva e a formação profissional, uma percentagem semelhante à apontada ao nível de exigência, exames e estrutura educacional não flexível (78,7%).
Questionados sobre quando começaram a tomar medidas concretas para terminar a carreira no desporto de elite, aproximadamente 48% dos atletas indicaram que o fizeram entre um a cinco anos antes, sendo que destes a maioria a preparou num ano.
No entanto, 29,3% assumiu não ter antecipado o final do percurso desportivo, que para 43,3% acabou "abruptamente" ou "muito abruptamente", uma realidade justificada quer pela ausência de resultados, quer pelo surgimento de lesões.
Na avaliação dos motivos que influenciaram a decisão de fim de carreira, 61,2% dos atletas identificam os motivos de ordem financeira, além dos associados com o trabalho (47,8%) e com o desempenho (43,2%).
Quanto a planos para depois do desporto de elite, 34,3% reportou ter tido planos a médio prazo e 25,4% a longo prazo, com a maior 'fatia' a admitir não ter planeado o futuro (40,3%).
Se para 46,3% dos inquiridos, o fim da carreira no desporto de elite chegou no "tempo certo", para 31,3% aconteceu "muito cedo", sendo que para 9% foi inclusive "demasiado cedo".
Para metade dos atletas, a adaptação emocional no pós-carreira foi difícil ou muito difícil (30,3% e 19,7%, respetivamente), com 50,8% a precisar de seis meses para ajustar-se à sua nova realidade e 23% a necessitar de um ano.
O estudo 'Transição de carreira, situação perante o emprego e mercado de trabalho" revela ainda que 38,8% dos antigos olímpicos está satisfeito e 32,8% muito satisfeito com o processo de adaptação à sua nova situação de vida.
Elaborado pela Escola Superior de Desporto de Rio Maior, do Instituto Politécnico de Santarém, por iniciativa da Comissão de Atletas Olímpicos, este estudo teve a colaboração de 75 dos 146 atletas retirados nos três ciclos olímpicos anteriores (Londres2012, Rio2016 e Tóquio2020), com uma média de 39,4 anos e um desvio-padrão de 6,7 anos.
Dos respondentes, 68,3% são do sexo masculino e 31,7% do sexo feminino.
Neste, verificou-se que natação (21,3%), atletismo (18,7%), judo (10,7%), vela (10,7%) e canoagem (9,3%) foram as modalidades que tiveram atletas com maior percentagem de término de carreira, com o ciclismo e a ginástica, ambos com 1,3%, a serem os desportos com menor representação.
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