Comité Olímpico de Portugal insurge-se contra a não transmissão dos Mundiais de atletismo

Em comunicado assinado pelo presidente, José Manuel Constantino, COP exige explicações

• Foto: Fernando Ferreira

O Comité Olímpico de Portugal (COP) insurgiu-se esta segunda-feira contra a não transmissão por parte da televisão pública de qualquer prova do Campeonato do Mundo de atletismo, que decorreu até domingo em Londres, Inglaterra.

Num extenso comunicado assinado pelo presidente, José Manuel Constantino, o COP considera que a não cobertura televisiva de provas desta dimensão, nas quais participam vários atletas portugueses, constitui mesmo uma flagrante violação da lei.

"Os portugueses ficaram e ficarão privados de acompanhar no serviço público ou em 'operadores que emitam por via hertziana terrestre com cobertura nacional e acesso não condicionado' as prestações desportivas dos seus compatriotas nas mais importantes competições das respetivas modalidades, numa flagrante violação da lei e das responsabilidades de quem tem por missão assegurar o seu cumprimento", lê-se no comunicado do COP, que promete avançar com medidas e ampliar o debate sobre esta questão.

"Impõe-se nestas circunstâncias, lesivas para o interesse público e para o desporto
nacional, esclarecer cabalmente os portugueses sobre quais as medidas tomadas e diligências efectuadas junto dos operadores com direitos exclusivos de transmissão
daqueles eventos para que os campeonatos do mundo das quatro modalidades
olímpicas anteriormente mencionadas (não) fossem disponibilizados em regime de
acesso livre e cobertura nacional", esclarece José Manuel Constatino, garantindo que não se trata de pedir "tempo de antena" para o desporto.

"Esse é um debate, mais amplo, profundo e assaz importante, para o qual o COP se
mostra desde já, e a todo o momento, disponível. Por forma a, como no passado,
tornar pública a sua visão para uma comunicação social responsável, independente e
isenta no seu papel de formar e informar os portugueses sobre o desporto e
escrutinar as organizações que o governam e regulam, consciente da sua quota-parte de responsabilidade no impacto das suas omissões, e no contributo para a
qualidade e elevação do debate no espaço público por forma a valorizar um bem
público essencial à projeção da identidade do país", concluiu o comunicado.



Por João Lopes
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