Coronavírus: Inês Henriques baixou intensidade da marcha e treina em casa ou isolada

Atleta relata como passou a ser o seu dia a dia

• Foto: Reuters

A marchadora Inês Henriques admitiu esta segunda-feira ter baixado a intensidade dos treinos, seguindo a rotina habitual isoladamente, e, sem competições agendadas, preferir proteger-se nas atividades caseiras, face à pandemia da covid-19.

"Com o adiamento ou cancelamento das competições, estamos a fazer trabalho de baixa intensidade, para ter uma base para estar bem quando a situação melhorar. Estou a manter os horários e a treinar sozinha. Sem massagem ou fisioterapia, vou fazendo a recuperação possível e uso o material que tenho em casa, para compensar a falta de ginásio", explicou a campeã do mundo dos 50 quilómetros de marcha em 2017.

Inês Henriques treina marcha durante a manhã, no seu circuito habitual, nas imediações de Rio maior, e à tarde corre no pinhal junto à sua residência.

"Espero que não chegue a esse ponto, mas, para o caso de não poder sair para treinar, tenho uma elíptica e um tapete rolante em casa", frisou a atleta de 39 anos, reconhecendo só sair de casa para "treinar e fazer as compras básicas".

Em casa, ocupa o tempo com "limpezas, jardinagem, a ver filmes ou a ouvir música", assinalando a falta de algumas rotinas familiares, como o almoço dominical, que, no passado fim de semana, foi feito separadamente.

"Eu já há algumas semanas que tenho alguns cuidados, como não estar em lugares com muitas pessoas e com a lavagem e desinfeção das mãos, porque, normalmente, estava em espaços e em contacto com pessoas de diferentes nacionalidades", reconheceu, recordando o estágio recente em Monte Gordo, no concelho de Vila Real de Santo António.

No entanto, ao regressar a Rio Maior, deparou-se com "um mundo novo".

"Nunca vivi uma situação destas. E sempre tive cuidado em não comer alguns alimentos e bebidas com gelo, principalmente na China e México", recordou.

Apreensiva, Inês Henriques diz esperar "para ver como o mundo vai recuperar do coronavírus", e como essa recuperação vai refletir-se na concretização (ou não) dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, numa altura em que o cancelamento das provas praticamente inviabilizou a obtenção de marcas de qualificação.

Por Lusa

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