Daniel Monteiro quer unir federações

Presidente da FADU apresenta candidatura à direção da Confederação do Desporto de Portugal

• Foto: Miguel Barreira

Está na iminência uma alteração no quadro diretivo da Confederação de Desporto de Portugal. Daniel Monteiro, atual presidente da  Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), anunciou ontem, em Lisboa, a sua candidatura à direção da Confederação do Desporto de Portugal. "Esta é uma candidatura de rotura. É uma candidatura com o objetivo de sermos úteis à sociedade, à política desportiva e ao desporto. Queremos ser um projeto galvanizador e que faça acreditar que haja uma liderança capaz de representar as federações", afirmou o candidato durante o evento. Para Daniel Monteiro, a atual direção da confederação "não existe": "A confederação não existe, praticamente. Funciona como uma espécie de sindicato do desporto. Um parceiro privilegiado do desporto para dialogar com o governo. Os agentes desportivos não se ouvem, estão calados. Não há uma organização que represente o setor e que fale a uma voz".

Carlos Paula Cardoso, atual presidente da Confederação do Desporto de Portugal, preside o organismo há 16 anos. Para Delmino Pereira, presidente da Federação de ciclismo, o tempo que Carlos Paula Cardoso passou à frente do cargo acaba por criar uma certa inércia, sendo necessária uma mudança. "Todo o apoio é importante, todas as federações são importantes. A força da Confederação resulta da força acumulada de todas as federações. É preciso imprimir uma nova dinâmica e um novo ritmo, o que não é compatível com a atual direção", defendeu o líder da modalidade, acrescentando algum desagrado com a atual presidência: "Queremos mostrar o nosso desagrado pela política praticada e, por isso, criamos este movimento. Um movimento que achamos que vai imprimir um novo ritmo à confederação de encontro com aquilo que pretendemos para o desporto em Portugal. Nos últimos anos têm surgido alguns movimentos, alguns descontentamentos e, a forma da confederação levar isto, com uma certa displicência, deixa-nos profundamente desagradados".

Presente na cerimónia esteve Jorge Vieira. O presidente da Federação de atletismo reforçou a necessidade de existir uma mudança na presidência da Confederação, para o bem do desporto nacional. "Esta é uma candidatura de mudança. Entendemos que o desporto português necessita, para ter mais prestígio e desenvolvimento, de uma confederação que represente o desporto no seu todo e que represente aquilo que são as necessidades verdadeiras do nosso desporto", afirmou o responsável.

Para Vítor Félix, presidente da federação da canoagem, esta é uma aposta de valor e de futuro, com o objetivo de melhorar o desporto a nível nacional. "É um projeto de um conjunto de federações que não é contra ninguém, nem contra nada. É a favor do desporto e a favor do interesse das federações", afirmou. Não obstante, o responsável pela canoagem, reforçou o descontentamento das federações para com a liderança de Carlos Paula Cardoso, ao leme da Confederação do Desporto de Portugal. "Este grupo de federações não se revê no atual estado de liderança da confederação. Organizar apenas uma gala anual, que é aquilo que a atual confederação faz, é pouco para aquilo que o desporto nacional merece. Este grupo de federações revê-se na candidatura de Daniel Monteiro que, apesar de ser jovem, é alguém irreverente, com experiência, que organizou os jogos europeus universitários e que tem um conhecimento sobre todas as federações porque lida com todas elas. Não há dúvidas que as principais federações estão com Daniel Monteiro. A confederação tem espaço para todas as federações, para as olímpicas e para as não olímpicas", vincou.

Sem estar presente na Confederação, por desistência, Pedro Miguel Moura, presidente da federação de ténis de mesa, revelou poder voltar atrás na decisão e reintegrar novamente o organismo, caso haja uma mudança. "No entender da federação de ténis de mesa, a Confederação, nos últimos anos, não tem cumprido o seu papel. O papel de representatividade das federações desportivas, o papel de proatividade no movimento associativo, de defesa dos nossos interesses. Nós demitimo-nos da Confederação de Desporto de Portugal fará, aproximadamente, um ano. Contudo, consideramos que as federações precisam de uma Confederação forte, que represente as federações desportivas e que seja proativa. Nesse sentido, nós apoiamos o Daniel Monteiro com a garantia de que, se o Daniel Monteiro for eleito, nós retomaremos o processo de reentrada e filiação da Confederação", revelou.

Quem também não falhou ao evento foi João Benedito, antigo guarda-redes de futsal do Sporting e antigo candidato à presidência do clube leonino, que aproveitou para apoiar a candidatura do amigo: "Queria demonstrar a minha força ao Daniel, também pelo reconhecimento daquilo que ele fez, e faz, enquanto presidente da FADU, mas também por perceber que podemos encetar, a nível do desporto nacional, uma lufada de ar fresco naquilo que são os cargos diretivos. A presença de vários presidentes de federações desportivas demonstra que, dado o interesse e o conhecimento que estas pessoas têm, é uma prova de credibilidade deste projeto que está a ser apresentado e encabeçado pelo Daniel", finalizou. 

 

Por Sérgio Magalhães
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