Desporto em Portugal com quebras de 12% devido à pandemia

Estudo revela impacto negativo da Covid-19 nas várias modalidades

• Foto: Pedro Ferreira

A pandemia da Covid-19 teve um impacto assinalável no desporto português em 2020. Ora, o novo coronavírus levou a uma quebra de cerca de 595 milhões de euros no que diz respeito ao VAB (valor acrescentado bruto), constituindo uma redução de 12% face ao período de 2019. Estas foram as principais conclusões retiradas num estudo sobre o setor do desporto em Portugal, realizado pela consultora PwC, a pedido do Comité Olímpico de Portugal (COP), Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

Numa conferência realizada no estádio Nacional, estiveram presentes os líderes das respetivas instituições, que abordaram o cenário complicado que vivem as várias modalidades portuguesas. 

"Houve uma grande quebra de receitas e praticantes. A forma de resolver este problema é robustecer as políticas de apoio ao tecido associativo, de modo a que tenham mais meios e condições para responder a esta situação. Basta ver o que se passou na generalidade dos países europeus. Todos os governos reforçaram as suas políticas de apoio ao desporto, no sentido de ajudar aqueles que estão no terreno", considerou o presidente do COP, José Manuel Constantino.

Por sua vez, o líder da Confederação do Desporto de Portugal alertou para as dificuldades sentidas pelos praticantes durante o período de pandemia. "Em 2020 não houve uma quebra do apoio do IPDJ às federações, mas em 2021 já estamos a sentir essa quebra. Há todo o acréscimo de despesas que temos tido, com os vários testes à Covid-19 necessários - nomeadamente nas modalidades de combate os custos são quase insuportáveis para as federações - e também em relação à própria vacinação. Houve um acréscimo de despesas que ainda não temos noção exata de quanto será. Existiram muitos projetos que não puderam ser desenvolvidos durante este ano e meio", frisou Carlos Paula Cardoso.

Já o presidente do CPP, José Manuel Lourenço, deixou reparos à gestão do Governo na matéria do desporto nacional. "Acabou por não existir apoios numa fase em que era preciso. Foi um momento em que o desporto necessitou de apoios. O desporto foi ignorado pelo governo, que tomou essa opção", defendeu, tendo por base a estratégia delineada no Plano de Recuperação e Resiliência, onde é apresentado um apoio residual ao desporto.

Em termos económicos, o estudo levado a cabo demonstra que o desporto português representava 2,3% do VAB, além de 2,8% dos postos de trabalho em 2019, passando a apresentar um cenário adverso no ano transato. De resto, em 2020 acabou mesmo por existir uma perda de 16 mil postos de trabalho no setor do desporto luso.

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