Estância de wakeboard é inaugurada em junho
Equipamento visa potenciar turisticamente a região do Médio Tejo e contou com um investimento de 600 mil euros
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A primeira estância do mundo para wakeboard vai ser inaugurada em junho na albufeira de Castelo do Bode, um equipamento que visa potenciar turisticamente a região do Médio Tejo e que contou com um investimento de 600 mil euros.
O anúncio da inauguração da estância foi feito esta sexta-feira na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), no stand da Turismo Centro de Portugal, tendo André Matos, presidente da Associação Portuguesa de Wakeboard e Wakeskate (APWW), referido à Lusa que esta vai ser "a primeira estância do mundo com 'cable systems' [sistema de cabos] em cinco localizações diferentes na região Centro, todas elas com características únicas" e ligadas entre si num espelho de água com cerca de 30 quilómetros através de jangadas.
"A estância é inaugurada em junho, durante o "Nautique European Pro/Am", prova do circuito mundial de 'wakeboard' que ali vai decorrer", destacou, tendo ainda feito notar que "está a ser desenvolvido um outro projeto para aquela região do centro do país, único na Europa, para a construção de um centro de alto rendimento de wakeboard com o selo da Federação Mundial da modalidade (WWA), a Wake Academy - High Performance Center".
A modalidade de wakeboard caracteriza-se pelo facto de as pranchas serem puxadas à superfície da água através de um sistema de cabos ou por um barco a motor, como meio de tração, sendo um desporto aquático praticado com uma prancha e manobrada de modo a contornar obstáculos flutuantes.
"É a primeira estância do mundo, com cinco pontos de 'cable systems' diferentes, ligada por transferes de barco, numa lógica similar à das estâncias de neve, em que se circula entre cada pista. Em Castelo do Bode, ao longo de 30 quilómetros, experimentam-se vários 'cables', com características diferentes, e circula-se entre cada local de barco", descreveu.
"Com a abertura da estância em Castelo do Bode, a região entra oficialmente no mapa da comunidade de 'wakeboard' em todo o mundo", destacou André Matos, tendo observado que o número de praticantes regulares em Portugal ronda hoje os "cerca de 5 000", um número que "deverá duplicar até final do ano", perspetivou.
"A criação da estância permite que os praticantes e novos praticantes tenham a facilidade de poderem praticar sem estarem dependentes da disponibilidade de um barco. Naturalmente, quando facilitamos o acesso de qualquer desporto aos seus praticantes, prevê-se que a prática seja mais regular e que surjam novos praticantes", observou.
"Posicionar Portugal enquanto destino de eleição para a prática da modalidade, tornando-o 'cluster' europeu de 'wakeboard'", é o grande objetivo do projeto.
Em declarações à Lusa, a presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), disse que o investimento dos cinco municípios "é uma mais-valia pelo enorme potencial que representa em termos turísticos e económicos" para a albufeira de Castelo do Bode e região envolvente.
"É um projeto diferenciador que se insere numa estratégia de desenvolvimento de um turismo ao nível dos rios e da natureza, e que valoriza esse grande ativo que é a albufeira de Castelo do Bode, com um espelho de água com mais de 70 quilómetros", destacou Maria do Céu Albuquerque.
Os 'cable parks', a inaugurar em junho, estão a ser implementados nas praias fluviais de Fernandaires (Vila de Rei), do Lago Azul (Ferreira do Zêzere), Aldeia do Mato, (Abrantes), Trízio (Sertã) e Praia dos Montes (Tomar).
Esta estância funcionará com um modelo de gestão integrada, implementado em todos os cinco municípios, prevendo-se que o seu funcionamento seja do género "forfait" (tarifas para acesso às pistas) para um dia ou para uma semana, podendo ser utilizados os vários 'cables systems' instalados nas praias fluviais.