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Federações querem extinção do ano de transição no ciclo olímpico

Para evitar problemas os orçamentais sentidos em 2017

Vítor Félix, presidente da Federação Portuguesa de Canoagem
O Movimento das federações desportivas defendeu esta quarta-feira a extinção do ano de transição no ciclo olímpico para evitar os problemas orçamentais sentidos em 2017, mostrando-se confiante que estes vão ser solucionados até ao final do ano.

"Nós estamos muito preocupados com a preparação olímpica. Foi-nos comunicado por parte do Comité Olímpico de Portugal um corte de 50%, o que provoca constrangimentos financeiros às federações. É certo que foi previsto um ano de transição, de cerca de dois milhões. Tendo em conta os resultados dos nossos atletas, essa dotação foi esgotada. É manifestamente insuficiente, porque para nós não existe ano de transição, existem ciclos olímpicos. Nós logo depois do Rio2016 começámos um novo ciclo olímpico", argumentou o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem.

Vítor Félix esclareceu que foi sinalizado antecipadamente que a dotação estimada para o ano de transição, cerca de dois milhões de euros, não iria ser suficiente.

"Verificou-se que há um saldo negativo de 650 mil euros que faz falta às federações. Não cabe às federações fazer esse tipo de sinalização. Cabe a quem desenha o ciclo olímpico fazer essa previsão. Não queremos que este seja um ano de transição, mas um ano do ciclo olímpico", acrescentou, indicando que, caso as verbas não cheguem às federações até ao final do ano, estas podem ter de reavaliar estágios e presenças em competições.

Para o responsável federativo, é preocupante que os critérios de integração no quadro de preparação olímpica de Tóquio2020 ainda não estejam definidos.

"Quando forem finalmente definidos, já estaremos a meio do ciclo olímpico. Defendemos que não deve haver ano de transição, porque para nós é mais um ano de preparação. A menos que o governo nos diga que o ano seguinte aos jogos não serve para nada. Os nossos atletas andam a assinar contratos com o COP com os critérios do Rio2016. Quando eles assinam contratos, estes dizem Rio2016. Isso não faz sentido", completou.

Félix mostrou-se ainda apreensivo quanto ao curto espaço de tempo que resta até ao final do ano, prazo estabelecido pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, para o pagamento de uma verba suplementar de 650 mil euros de aditamento ao Projeto Olímpico Rio2016.

"Esperamos que a bem da liquidez de algumas federações essas verbas entrem em 2017", assumiu o presidente da Federação Portuguesa de Natação, António Silva, que disse desconhecer que o quadros de preparação olímpica para Tóquio2020.

"Segundo sabemos, não está fechado. Está em negociação. Os atletas andam a assinar contratos com um modelo que pode não ser o que esteja em vigor para Tóquio2020. O primeiro ano olímpico passou inteiramente sem que fosse aprovado o quadro de Tóquio2020", reforçou o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo.

Na conferência de imprensa, realizada na sede do COP, em Lisboa, estiveram os presidentes da Federação Académica do Desporto Universitário, da Federação de Ginástica de Portugal, da Federação Portuguesa de Atletismo, da Federação Portuguesa de Canoagem, da Federação Portuguesa de Ciclismo, da Federação Portuguesa de Judo, da Federação Portuguesa de Natação, da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa e da Federação de Triatlo de Portugal.

Além dos subscritores do Movimento das federações desportivas, marcaram presença os máximos responsáveis federativos do ténis, tiro, vela e campismo e montanhismo.
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