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Filip Cveticanin: «É fácil progredir quando se está com os melhores»

Central do Castelo da Maia foi uma das revelações na Liga Mundial

• Foto: José Moreira

Filip Cveticanin, que cresceu a ver o pai jogar no andebol em Portugal, já é uma das certezas do voleibol nacional, tendo sido uma das apostas na Liga Mundial. Aos 19 anos, o futuro da Seleção Nacional passa por ele. "A minha integração na Seleção sénior não foi complicada. Quando se está com os melhores, é mais fácil progredir", disse o jovem central do Castelo da Maia, para quem técnicos e colegas mais velhos são importantes. "Quando as pessoas têm confiança em mim, tudo se torna mais fácil também."

A progressão na modalidade está a ser dada em passos largos. "Nunca imaginei que, ao fim de seis anos no voleibol, estaria na Seleção principal. Quando comecei, era um rapaz muito alto, viram em mim potencial, fui treinado, dando o máximo. Mas época a época quero ser ainda melhor."

E porque é que o andebol nunca foi opção? "Quando tinha 5 anos, ainda fui ao andebol ao Águas Santas, onde o meu pai jogava, só que a minha mãe opunha-se. Foi jogadora de andebol durante muitos anos, e como teve experiências infelizes, muitas lesões graves, tinha receio que me acontecesse o mesmo. Saltei de desporto em desporto, estive na natação, basquetebol, ténis, ginástica artística, polo aquático. Estive quatro anos no polo aquático no CPN, só deixei de jogar porque o clube acabou. Se isso não tivesse acontecido, agora não estaria no voleibol."

Vladimir diz que filho herdou "alguma coisa"

Vladimir Cveticanin chegou ao andebol português em 1994, oriundo do Estrela Vermelha, para jogar no Marítimo. Passou depois pelo Sporting, Madeira SAD e Águas Santas, onde viria a terminar a carreira e onde permanece em funções técnicas. Do filho, só tem coisas boas para dizer. "É um jogador com bom trabalho, de treino, humilde, responsável e que tem algum talento para o desporto. Herdou alguma coisa", disse-nos o antigo internacional sérvio, frisando que nunca condicionou as suas escolhas.

"Nunca insistimos que jogasse andebol. Demos sempre liberdade de escolha. Praticou natação e polo aquático por opção própria. Nem eu nem a mãe forçámos algum desporto."

Vladimir Cveticanin diz-se orgulhoso, mas também surpreso por ver o filho já num patamar elevado. "Estava na escola quando foi convidado para o voleibol. Há quatro anos, era juvenil no Gueifães, agora joga na Seleção principal."

Por João Baptista Seixas
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