Halterofilismo: Selecção Portuguesa acusa peso da estreia no Mundial
A INEXPERIÊNCIA da maioria dos halterofilistas lusos pode explicar o desempenho algo apagado da selecção no Campeonato do Mundo, que terminou no domingo, em Atenas. O atribulado processo de desbloqueamento das verbas do Instituto Nacional do Desporto (IND) também não ajudou a um desempenho mais conseguido.
”Foi o primeiro Mundial para a maioria dos atletas e, na altura decisiva, os nervos fizeram-se sentir. Os problemas criados em torno do dinheiro do IND também tiveram influência no rendimento dos atletas”, disse-nos Jorge Soares, treinador nacional. ”Mesmo assim o balanço é positivo. A Sónia Ramalho bateu o recorde nacional do total olímpico, na categoria de 58 kg, ao levantar 160 kg”, acrescentou o técnico luso.
Portugal ficou fora dos 27 primeiros lugares que garantiam a presença nos Jogos Olímpicos de Sydney. Para Jorge Soares, a participação no maior evento desportivo não está, para já, ao alcance dos halterofilistas nacionais. ”Não é nada fácil. Os franceses, que são mais apoiados financeiramente que nós também não apuraram nenhum atleta para Sydney”, justificou.
Resultados dos atletas portugueses com a marca do total olímpico: Masculinos, 77 kg: Marco Messias (47º em 57 participantes), 285 kg e Alexandre Reis (49º em 57), 282,5 kg. Femininos, 48 kg: Susana Brandão (24ª em 27), 117,5 kg; 53 kg: Maria Monteiro (24ª em 26), 140 kg e Maria Lagoa (25ª em 26), 125 kg; 58 kg: Sónia Ramalho (31ª em 39), 160 kg. Vítor Graça não se qualificou na categoria de 94 kg.
RICARDO CARVALHO