Jogos da Lusofonia: Maia quer medalhas
A dupla portuguesa de voleibol de praia Miguel Maia/Rogério Lopes, que hoje passou às meias-finais nos Jogos da Lusofonia, tem como objectivo conquistar uma medalha, mas Maia admitiu que será difícil devido à competitividade do torneio.
"O nosso espírito para as meias-finais é tentar arrancar uma medalha para juntar àquelas que Portugal já tem, mas será difícil e vamos ter de ter algumas cautelas", disse Miguel Maia, após a dupla portuguesa ter vencido Dammika Silva e Jude Perera, do Sri Lanka, por 2-1.
O olímpico português referiu que a maior dificuldade resulta da falta de "treino e entrosamento" da dupla de que faz parte, uma vez Maia e Lopes não treinaram em conjunto antes dos Jogos da Lusofonia, que decorrem em Macau, nem alinham juntos há mais de um ano e meio.
Maia afirmou também que "nas primeiras jornadas existiram facilidades ao nível competitivo, mas, à medida que o torneio foi progredindo, as equipas têm vindo a melhorar de nível".
Segundo o jogador português, isso aconteceu nomeadamente com Portugal e o Brasil, "mas Angola e o Sri Lanka têm também um bom nível".
Rogério Lopes, que treina a equipa do Gondomar, deixou de jogar voleibol de praia há dois anos e voleibol de pavilhão há um ano e meio, mas voltou à competição para disputar os Jogos da Lusofonia.
"Achámos que temos a missão de participar nestes Jogos da Lusofonia, devido ao sentimento que existe no evento", afirmou Miguel Maia, considerando: "Os Jogos dão a conhecer atletas que talvez nunca tivessem oportunidade de competir a um nível tão elevado e permitem a troca de conhecimentos entre os jogadores mais e menos experientes".
Pedro Rosas e José Pedrosa, a segunda dupla portuguesa que participa no torneio, venceram também por 2-1 os brasileiros de Ian Borges e Wallace Ramos.
A dupla feminina portuguesa formada por Sandra Castro e Juliana Antunes venceu por 2-0 as moçambicanas Amélia Cumbi e Hortência Canhandula, um resultado igual ao da vitória das portuguesas Rosa Maria Costa e Ana Sofia Freches sobre Geethika Gunawardana e Sujeewa Wijebsinghe, do Sri Lanka.