José Costa: «Arriscar a vida para participar» em Tóquio'2020 não fazia sentido

Velejador português concorda com o adiamento dos Jogo Olímpicos para 2021 devido ao coronavírus

O velejador José Costa definiu esta terça-feira como "correta" a decisão do Comité Olímpico Internacional de adiar os Jogos Olímpicos Tóquio'2020, defendendo que "não fazia sentido" os atletas arriscarem a vida para participar no evento, devido à pandemia da covid-19.

Em declarações à agência Lusa, o velejador algarvio, que ao lado de Jorge Lima assegurou uma vaga na competição de 49er em Tóquio2020, confessou não estar desapontado por não competir na capital nipónica neste verão.

"Com o cenário que vivemos, com o que vemos à volta... não é viável a participação e, muito menos, a preparação. Estarmos em desvantagem ou vantagem perante outros países, com outros cenários [da pandemia da covid-19], não faz muito sentido. Ou arriscar a vida para participar. A minha opção pessoal era que se devia adiar, por isso desapontamento não existe", asseverou.

Para José Costa, o Comité Olímpico Internacional tomou a decisão "correta" ao optar, juntamente com o comité organizador do evento, por adiar Tóquio2020 para o próximo ano, para uma data ainda por definir.

"Agora, cabe-nos ficar em casa. Eu e o Jorge, além de contacto telefónico - porque presencialmente não o vejo há 11 dias, desde que chegámos da nossa tentativa de estágio, que não chegou a acontecer [devido à pandemia da covid-19] -, temos mantido a forma em casa, treinamos como podemos, e vamos continuar a fazê-lo, com as limitações existentes, até que isto melhore, passe, para continuar a preparação", indicou.

Embora o adiamento dos Jogos Olímpicos vá afetar a preparação do duo de 49er, Costa admitiu que, no caso da dupla de velejadores, este mal até vem por bem.

"Acho que até temos algo a ganhar. Estamos a procurar a otimização de material, que nos dê uma velocidade de ponta acima da que nós temos, e quanto mais tempo tivermos para procurar essa melhoria, melhor. Sendo que nós estávamos muito próximos de a conseguir, neste mês ainda, mas tinham sido feitas encomendas de material já em 'deadline' para os Jogos e para experimentar, à boa maneira portuguesa, infelizmente", revelou.

De acordo com o algarvio de 36 anos, que participou ao lado de Lima no Rio2016, esse atraso na encomenda de material prendeu-se com a disponibilização tardia de recursos financeiros, "o que não tem que ver com o Comité Olímpico de Portugal ou a Federação Portuguesa de Vela, tem que ver com quem acima disso faz as coisas".

"Portanto, dá-nos agora mais margem para aplicar aquilo que queríamos investir e tentar consolidar. Para nós, enquanto tripulação, é benéfico. Para o país, para o Mundo, para a economia, para o bem-estar da população, não", lamentou.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia de covid-19, anunciaram hoje o Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos, em comunicado.

"Nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde, o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021", lê-se no comunicado.

Esta decisão foi, de acordo com o mesmo documento, tomada "para salvaguardar a saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e de comunidade internacional".

Por Lusa

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