Justiça entrega bolsas de sangue da 'Operação Puerto' a autoridades desportivas

Anula decisão que previa a destruição deste material

• Foto: Reuters

A Audiência Provincial de Madrid decidiu esta terça-feira entregar as bolsas de sangue da 'Operação Puerto' a diversas autoridades desportivas, anulando a decisão que previa a destruição deste material de prova do maior escândalo de doping do desporto espanhol.

As bolsas de sangue, supostamente utilizadas em práticas de dopagem, serão entregues à Real Federação Espanhola de Ciclismo (RFEC), à Agência Mundial Antidopagem (AMA), à União Ciclista Internacional (UCI) e ao Comité Olímpico Nacional Italiano (CONI), entidades que pediam que o material apreendido não fosse destruído.

Eventuais infrações ao regulamento antidoping já não poderão ser sancionadas, uma vez que as violações de dopagem prescrevem após oito anos, mas análises de ADN poderão conduzir à identificação de atletas implicados. Até hoje, apenas três corredores de renome foram punidos no âmbito desde processo: o alemão Jan Ullrich, o italiano Ivan Basso e o espanhol Alejandro Valverde.

O acórdão diz que a decisão é tomada tendo em "atenção que o fim pretendido é lutar contra a dopagem, que atenta contra o valor ético essencial do desporto, que é o jogo limpo, ao impedir uma competição em igualdade de circunstâncias".

Ao mesmo tempo, a Audiência absolveu o médico Eufemiano Fuentes, figura central do processo, e José Ignacio Labarta, antigo técnico da equipa de ciclismo Kelme, que tinham sido condenados em primeira instância por delito contra a saúde pública, o primeiro a um ano de prisão e o segundo a quatro meses. Foi considerado que o sangue que utilizaram para as transfusões não é um medicamento e, por isso, a conduta não se enquadra no delito contra a saúde pública.

Estas decisões contrariam as de um tribunal penal de Madrid, tomadas a 30 de abril de 2013, que recusou a pretensão daquelas quatro entidades de acederem às bolsas de sangue em poder do laboratório antidopagem de Barcelona, cujo número, cerca de 200, não corresponde às que supostamente foram apreendidas pela Guarda Civil na operação desencadeada em 2006.

Por Lusa
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