Meldonium pode demorar "vários meses" a ser eliminada do organismo

Empresa que fabrica o medicamento esclarece

• Foto: Reuters

O meldonium, substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (AMA), pode demorar "vários meses" a ser eliminada do organismo, informou esta terça-feira a Grindeks, empresa da Letónia que fabrica o fármaco. 

"O período de semivida de eliminação do meldonium do organismo é de apenas quatro a seis horas, mas o prazo para a completa eliminação é significativamente maior (...) e pode prolongar-se por vários meses", assinalou a empresa.

A companhia farmacêutica salienta ainda que a dose, a duração do consumo, a fisiologia específica do indivíduo, a sensibilidade dos métodos e tipo de amostra (sangue e urina) têm influência na deteção da substância.

A Federação de Luta da Rússia (FLR) anunciou hoje que várias dezenas de lutadores russos acusaram positivo de consumo de meldonium, substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (AMA) desde 1 de janeiro.

Na segunda-feira, a Federação Russa de Atletismo (Araf) anunciou também que quatro atletas acusaram consumo de meldonium, após controles efetuados em competições realizadas em fevereiro no país.

Vários desportistas russos reconheceram já terem sido controlados positivamente por meldonium, com destaque para a antiga número um mundial de ténis Maria Sharapova.

O ministro dos Desportos russo, Vitali Mutko, assegurou que o escândalo de meldonium não terá influência na preparação dos atletas do país para os Jogos Olímpicos'2016, no Rio de Janeiro, em agosto.

A Rússia foi suspensa em novembro do ano passado, a título provisório, de todas as competições internacionais de atletismo, por suspeitas de "doping organizado" em grande escala no país.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou as autoridades desportivas do seu país por terem reagido tarde à inclusão do meldonium na lista de substâncias dopantes e acusou-as de terem inventado "conspirações" para justificar o seu falhanço.

O meldonium (ou mildronate) é um fármaco, proibido na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, recomendado para combater a insuficiência cardiovascular e permite que o coração suporte grandes cargas de trabalho físico ou intelectual.

No entanto, a AMA decidiu proibi-lo a 1 de janeiro deste ano, após receber dados alarmantes que confirmavam o seu uso recorrente por parte de desportistas profissionais nos países resultantes do desmembramento da União Soviética.

Por Lusa
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