O pombal que dá muitas alegrias

José Carlos Vítor revela alguns dos segredos na preparação para a prova de fundo em Espanha

Tem o chamado olho de lince e todos os dias observa os treinos dos pombos no seu pombal em Aveiras de Cima. Entre as duas centenas de animais, José Carlos Vítor tem apenas mais uma semana para selecionar os 15 melhores (máximo permitido) que vão competir na prova de fundo nacional, em Valência, Espanha, no próximo sábado.

"A escolha não vai ser muito difícil. Já os conheço a todos e sei avaliar os que estão mais aptos para a competição", assegura o conhecido columbófilo, de 59 anos. O ritual é sempre o mesmo: "Os pombos têm duas refeições por dia e fazem dois treinos. Depois vou observá-los e, acima de tudo, estar atento ao que fazem e aos sinais que nos transmitem. Conseguimos saber se estão confiantes ou tristes por alguma razão", refere José Carlos Vítor, que no ano passado entrou nesta competição com largada em Valência.

"Trata-se de uma competição bastante extensa, na ordem dos 740 quilómetros em linha reta. Geralmente os pombos chegam sempre em boa condição. Temos de saber alimentá-los e tratá-los com boas rações e cuidar da sua higiene", acrescentou José Carlos Vítor, filiado no centro columbófilo de Aveiras de Cima.

Na próxima quinta-feira, os pombos começam a ser encestados para seguirem para Valência. Tudo vai devidamente acomodado dentro de vários camiões TIR. A chegada a Espanha será na sexta-feira e no dia seguinte será a largada. "Espero fazer um bom resultado. Neste pombal já tive muitas alegrias e espero viver outros momentos de felicidade. Passo a minha vida em casa e a conviver com os amigos e os vizinhos. Não há nada melhor que o ar do campo", sustenta José Carlos Vítor, revelando alguns dos seus segredos: "Gosto de variar os locais das minhas largadas. Vou para Abrantes, Santarém ou Torres Novas. Assim consigo perceber quais são os melhores em distâncias mais curtas", refere o columbofilista, que está sempre atento à qualidade das rações. "Temos de ter muito carinho pelos pombos. Eles, afinal, também conhecem o comportamento do dono no dia a dia", vinca.

Por Norberto Santos
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