Parlamento ouviu preocupações do COP, CPP e CDP

Organismos foram recebidos na AR

Os presidentes do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), José Manuel Lourenço, e da Confederação do Desporto de Portugal (CDP), Carlos Paula Cardoso, foram esta sexta-feira ouvidos em audiência na Assembleia da República (AR), no âmbito da Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, presidida pelo deputado Firmino Marques.

Foi mais uma iniciativa destas instituições no sentido de chamarem a atenção dos governantes para a falta de apoio e atenção que o desporto tem tido desde que se verifica a pandemia.

De acordo com nota do Comité Olímpico de Portugal, o COP, CPP e CDP manifestaram preocupação pela "ausência de resposta política" quanto às condições em que pode ser feita a retoma da atividade desportiva, quando começa a ser posta em causa a sustentabilidade do tecido associativo no contexto criado pela pandemia. "E não é por falta de propostas" das organizações desportivas, referiu José Manuel Lourenço, presidente do CPP. A não inclusão do desporto no Programa de Estabilização Económica e Social criado pelo Governo "foi uma opção política", acrescentou.

Carlos Paula Cardoso, presidente da CDP, mostrou-se preocupado, "não apenas com o momento, mas também no que vai acontecer no futuro. Porque vamos levar muito tempo a recuperar. O tecido desportivo está em crise e tememos por aquilo que vai acontecer."

José Manuel Constantino, presidente do COP, interrogou: "Quais são as políticas públicas para o Desporto na situação que estamos a viver? Nós conhecemos as propostas para o Turismo, para a Educação, para a Cultura, mas qual é a resposta para o Desporto?" E deu exemplo de países europeus, como a Bélgica, a França a Alemanha ou a Espanha, "que viveram situações mais severas", durante a pandemia, e "já tiveram tempo para construir planos de revitalização" aplicados ao Desporto. O presidente do COP sublinhou na sua intervenção não se estar a dirigir apenas ao Governo, mas ao Estado, incluindo neste quadro o Presidente da República e a Assembleia da República, tendo esclarecido que o problema com o qual o desporto se confronta reside no "tecido associativo de base" e não nas três organizações ouvidas na AR.

Os presidentes de COP, CPP e CDP foram questionados por Maria Begonha (PS), Isaura Morais (PSD), Luís Monteiro (Bloco de Esquerda) e Ana Rita Bessa (CDS-PP).

Nas suas respostas, José Manuel Lourenço alertou para a necessidade de criar legislação, "mas que seja acompanhada, para poder ser executada." Carlos Paula Cardoso realçou que o movimento desportivo estava "na expectativa de haver uma política para o desconfinamento", no Desporto. Mas essa expectativa não foi correspondida.

José Manuel Constantino defendeu caber à administração pública "fazer um diagnóstico da situação", por COP, CPP e CDP não disporem de instrumentos que permitam executar essa tarefa "com rigor."

Pela parte do COP, uma das propostas para fazer face à situação de crise da pandemia foi a criação do Fundo Especial de Apoio ao Desporto, sugerindo que se alterasse a margem a distribuir aos apostadores no Placard, retirando-lhes 4% que pudessem ser afetados ao Desporto, de modo "a acudir à situação emergente que está a viver. Poderá haver outras soluções", concedeu, "mas tem de ser encontrada uma."

José Manuel Constantino concluiu: "No domínio das políticas públicas, o Desporto corre sempre numa pista em que parte atrás", sendo-lhe assim difícil atingir os patamares a que chegam os outros sectores de atividade.

 

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