Remadores portugueses vão 'celebrar' apuramento para os Jogos Olímpicos em quarentena

Luís Ahrens Teixeira aludiu às restrições nas viagens de e para Itália

• Foto: Pedro Simões

Os remadores Pedro Fraga e Afonso Costa vão 'celebrar' a conquista da vaga na competição de 'double scull' ligeiro nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 com uma quarentena de 14 dias em Portugal, após a disputa da qualificação, em Itália.

"Os remadores têm um feitio de querer sempre mais, sempre melhor, todas as remadas têm de ser melhores do que as anteriores. Temos agora um grande desafio, que é gerir a quarentena a que estão obrigados quando chegarem a Portugal, o que é verdadeiramente ridículo, e o outro desafio é afastá-los, o mais possível, do vírus, dado que não há vacinas para os atletas qualificados, mesmo o Estado tendo investido tanto na sua preparação", afirmou o presidente da Federação Portuguesa de Remo (FPR).

Em declarações à agência Lusa, Luís Ahrens Teixeira aludiu às restrições nas viagens de e para Itália, com quarentena obrigatória de 14 dias, impostas no combate à pandemia de covid-19.

"Agora, temos os atletas qualificados, que treinam duas vezes por dia e têm de ficar fechados em casa durante 15 dias. É ridículo, quanto mais não seja que se testem os atletas de três em três dias para poderem treinar na água. Não há nada, neste momento, que não nos diga que não temos de ficar de quarentena", explicou o dirigente, que viaja hoje para Portugal, juntamente com Fraga e Costa.

Os dois remadores asseguraram o regresso do remo luso aos Jogos Olímpicos, depois da ausência no Rio2016, ao terminarem a prova de qualificação europeia de 'double scull' ligeiro no segundo lugar, atrás dos ucranianos Igor Khmara e Stanislav Kovalov, também apurados.

Fraga, de 38 anos, vai participar pela terceira nos Jogos Olímpicos, depois do quinto lugar em Londres2012 e do oitavo em Pequim2008, então com Nuno Mendes.

"A FPR foi considerada insolvente e esteve em bancarrota há oito anos. Depois disso, conseguirmos recuperar... acho que é inédito e histórico, sinceramente", referiu Luís Ahrens Teixeira.

Mesmo assim, o presidente federativo considerou que o apuramento aconteceu "com muita naturalidade", porque o trabalho dos últimos anos foi feito "com qualidade, com bons meios".

"Os atletas estavam focados e confiantes. Tudo correu muito bem. Foi o culminar natural, porque, no remo, quando se chega à prova, já está tudo feito e toda a gente sabia que tinha sido tudo bem feito. Havia muita confiança e os atletas tinham só que executar e executaram muito, muito bem", elogiou.

Por Lusa

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Modalidades

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.