A pensar em Tóquio

• Foto: Fernando Ferreira

Todos os olhares estão postos no futuro. É a pensar nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 que as duas candidaturas balizam os programas de ação quando amanhã João Paulo Rocha (lista A) e António Guerreiro (lista B) forem a votos para as eleições aos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Ginástica.

O facto de haver duas listas é já um sinal de vitalidade para uma modalidade que ganhou enorme notoriedade nos últimos anos por força dos resultados internacionais, sendo o 6º lugar de Nuno Merino em trampolins nos Jogos de Atenas em 2004 uma referência obrigatória.

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João Paulo Rocha, na presidência da federação desde 2012, tem no seu programa, intitulado ‘A Conquista do Futuro’, objetivos para os Jogos de 2020: qualificar atletas em ambos os sexos, visando classificação de semifinalista na ginástica artística masculina e feminina. E o mesmo se passa para os trampolins, onde espera obter uma posição de semifinalista.

O atual líder federativo não descura outras grandes competições. "Alcançar resultados por equipa acima da metade da tabela em Campeonatos da Europa ou do Mundo" é desígnio tanto para a artística masculina como feminina. João Paulo Rocha defende ainda o aumento do número de filiados em 30 por cento até 2020.

António Guerreiro lidera a lista de oposição e tem como lema ‘Valorizar o Presente e Dignificar o Futuro’. O candidato aponta para uma medalha em Tóquio em 2020 e o programa visa uma "gestão democrática, fomentar o diálogo, honrar os princípios da liberdade, da independência, responsabilidade, equidade e transparência".

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Para o alto rendimento, António Guerreiro quer criar um sistema diferente, onde cada disciplina terá um diretor técnico nacional com "funções e responsabilidades alargadas". Além disso, a lista de B pretende criar um departamento técnico, onde estão incluídas uma série de valências a nível de apoio médico.

SAIBA O QUE PENSAM OS CANDIDATOS

1 - Quais foram as principais razões que o levaram a candidatar-se aos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Ginástica para os próximos 4 anos?

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2 - Em traços gerais, quais são as linhas essenciais e orientadoras do seu programa de ação na candidatura para o ciclo olímpico entre 2017 e 2020?

João Paulo Rocha

Lista A; 54 anos; Licenciado em Educação Física

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1 - O trabalho realizado no ciclo anterior mostra indicadores muito positivos como o aumento significativo do número de filiados, os melhores resultados desportivos de sempre, um muito importante aumento da visibilidade da ginástica e avanços muito significativos no saneamento financeiro da federação. Para além disso conseguimos reunir uma equipa credível e competente, com provas dadas e com capacidade para gerir os destinos da federação com honestidade. Temos também um conhecimento profundo da ginástica portuguesa e das necessidades do sistema. A federação teve uma recuperação notável nos últimos cinco anos. É necessário progredir a não retroceder.

2 - Queremos implantar a ‘Casa da Ginástica’ em Odivelas, um anseio antigo da comunidade e cuja concretização será determinante não só para o alto rendimento, como também para o fomento da modalidade, constituindo-se como uma instalação de referência. Queremos aumentar o número de treinadores profissionais e a capacidade operacional das associações territoriais.

António Guerreiro

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Lista B; 54 anos; Licenciado em Educação Física

1 - É um sentimento antigo e que tem sido amadurecido com o tempo. Trata-se de um projeto de sentimentos, emoções, razões, identidades e de uma visão a olhar para o futuro alicerçada em princípios e valores. Temos de reconhecer o que alcançámos, a importância do que somos e o valor que temos para cimentar um percurso e consolidar um projeto. Temos um compromisso com as pessoas e instituições. Estamos imbuídos de um espírito positivo na ação, construtivo e de afirmação de uma identidade própria da ginástica. Cada disciplina gímnica e cada pessoa é parte integrante de um todo que reconhece e respeita as especificidades.

2 - Queremos valorizar e afirmar a ginástica em diferentes contextos e fazer uma aposta clara no alto rendimento e seleções nacionais, onde cada disciplina terá um diretor técnico nacional. Pretendemos criar condições para nos Jogos de Tóquio podermos ter cinco candidatos, Ana Rente, Diogo Ganchinho, Diogo Abreu, Filipa Martins e Gustavo Simões, e sonhar com uma medalha olímpica. Queremos afirmar a relevância dos clubes e das associações territoriais.

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Por Norberto Santos
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