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Campeã olímpica em Tóquio'2020 denuncia insultos xenófobos por ser descendente asiática
Sunisa Lee, de etnia Hmong, nasceu nos Estados Unidos
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Sunisa Lee, campeã olímpica de ginástica artística em Tóquio’2020 de etnia Hmong – grupo étnico asiático oficialmente reconhecido pela China –, revelou que foi vítima de um ataque xenófobo, ocorrido há algumas semanas. A atleta de 18 anos, já nascida nos Estados Unidos, denunciou que foi alvo de discriminação por ser descendente asiática, uma prática que tem aumentado no país desde a pandemia de Covid-19.
Lee contou que foi atingida com gás-pimenta enquanto esperava, juntamente com amigos, por um táxi, após terem saído de uma festa, tendo recebido, inclusive, comentários discriminatórios por ser descendente asiática. "Disseram para voltarmos para o nosso país", revelou Sunisa Lee, à ‘Pop Sugar’, detalhando que os autores do ataque xenófobo seguiam num carro, pelo que não reagiu. "Eu fiquei muito zangada na altura, nem pude fazer nada porque eles arrancaram na estrada. Foi um momento muito difícil, porque não queria fazer nada que me metesse em apuros", contou. A mãe de Lee chegou aos Estados Unidos ainda em criança, vinda de Laos.
Nos últimos meses, alguns desportistas ásio-americanos foram alvo de ataques semelhantes. Em abril, a karateca olímpica Sakura Kokumai, de ascendência japonesa, foi discriminada e ameaçada enquanto treinava na Califórnia, tendo o autor sido, posteriormente, detido pelas autoridades policiais.