Ignácio Mateo é o primeiro estrangeiro campeão no Timestamp Golf Tour

Ignácio Mateo
• Foto: Rodrigo Gatinho

Ignácio Mateo tornou-se esta sexta-feira no primeiro estrangeiro a vencer um torneio do Timestamp Golf Tour, graças ao mais emocionante final de prova, na história do circuito sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG) e pela PGA Portugal. Foi preciso um novo recorde de oito buracos de play-off para decidir-se o campeão da Taça Joaquim Oliveira.

 O espanhol de 24 anos derrotou Tomás Bessa, o campeão nacional de 2025 e 2020, no 8.º buraco de ‘morte-súbita’, depois de terem empatado (a Par) os sete buracos anteriores.

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 O desempate final fez-se no buraco 1 (Par-5) do Quinta do Peru Golf & Country Club, em Azeitão, no concelho de Sesimbra.

 Ignácio Mateo nem teve de ‘patar’ para birdie, porque Tomás Bessa concedeu a vitória ao amigo e rival.

 Os dois jogadores tinham terminado os 36 buracos regulamentares (duas voltas) com 139 pancadas, 5 abaixo do Par, Bessa depois de uma volta final de 69 (-3) e Mateo após um cartão de 71 (-1).

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 O galego, que tornou-se profissional há menos de dois anos, tinha o título no bolso, com uma vantagem de 4 pancadas, quando, subitamente, sofreu um quádruplo-bogey no buraco 16 (Par-3).

 Como Bessa, que ia num grupo à frente, fez 1 birdie no 18, Mateo passou de uma situação de quase vencedor para necessitar de 1 birdie para ir a play-off e foi isso mesmo que fez.

 Na ‘morte-súbita’, jogada nos buracos 18 (Par-4), 9 (Par-4), 8 (Par-3) e 1 (Par-5), Bessa teve por cinco vezes putt para vencer e num deles teve a pouca sorte de uma gravata. O português de Paredes, de 29 anos, residente no Algarve, lutou bravamente, mas no 8.º buraco de play-off foi parar duas vezes a bunkers e teve de aceitar a derrota.

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 "Foi o meu primeiro título enquanto profissional", explicou Ignácio Mateo, que considerou Tomás Bessa "um bom amigo e um grande jogador". O espanhol embolsou 2 mil euros dos 10 mil euros que estavam em jogo neste torneio inaugural do Timestamp Golf Tour de 2026.

 O anterior recorde de play-off mais longo neste circuito profissional português era de cinco buracos, no Lisbon Masters do ano passado, quando Tomás Melo Gouveia bateu Pedro Figueiredo, no Lisbon Sports Club.

 A Taça Joaquim Oliveira – que homenageia o empresário português ligado ao desporto e aos media, falecido no ano passado –, só teve quatro jogadores a baterem o Par do campo.

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 O 3.º lugar foi para Hugo Camelo (-4), após 71 (-1) hoje.

 O 4.º posto foi para Tiago Cruz (-1), com rondas de 73 e 70.

 O programa oficial da Taça Joaquim Oliveira conclui-se amanhã, com o Pro-Am, a partir das 9h00, em ‘shot-gun’.

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 Um pro-Am bastante concorrido, com personalidades do desporto, dos media, do mundo empresarial, membros da família do homenageado e os presidentes da FPG (Pedro Nunes Pedro) e da PGA Portugal (Rui Morris).

Por Hugo Ribeiro/FPG
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