Inês Belchior com a segunda melhor prestação de sempre de uma portuguesa no Ladies European Tour

• Foto: FPG

Inês Belchior continua a romper fronteiras e hoje (Sábado) obteve a segunda melhor classificação de sempre de uma jogadora portuguesa no Ladies European Tour (LET), a primeira divisão europeia, em torneios que tenham tido um cut.

A dupla campeã nacional absoluta (2022 e 2024), ainda amadora, estreou-se da melhor maneira no LET, com apenas 17 anos, graças a um convite negociado pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG), e soube aproveitar a oportunidade.

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A 28.ª edição da Lalla Meryem Cup, o prestigiado Open de Marrocos, no difícil Blue Course do Royal Golf Dar Es Salam, em Rabat, inaugurou o calendário oficial do LET de 2025, com um torneio de 450 mil euros em prémios monetários.

Inês Belchior, depois de ontem (sexta-feira) ter-se tornado apenas na quarta jogadora portuguesa (e na segunda amadora) a passar o cut em torneios do LET, ao concluir a prova no 62.º lugar, entre 108 participantes. E o seu resultado de +9 foi igualmente o segundo melhor de sempre de uma golfista nacional.

A jogadora do PGA Aroeira (antigo Clube de Campo da Aroeira) agregou 228 pancadas, 9 acima do Par, após voltas de 75, 72 e 81.

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Das 64 jogadoras que passaram o cut, assinou a pior última volta da derradeira jornada (81, 8 acima do Par) e só isso impediu-a de ir ainda mais longe, pois, nos dias anteriores, teve uma prestação bem positiva. No final do segundo dia era 37.ª (+1).

"Este torneio foi muito positivo, porque alcancei aquele que era talvez o principal objetivo desta época – passar o ‘cut’ neste torneio; mas também porque diverti-me, joguei bom golfe, saí daqui a saber que consigo competir com as melhores profissionais do circuito europeu e com a total consciência das áreas em que tenho de melhorar", disse ao Gabinete de Imprensa da FPG.

"Nos ‘greens’ senti muita dificuldade, não só no ‘pace’ (velocidade, ritmo), como também na leitura das linhas, devido às grandes ondulações. O tempo esteve perto do perfeito, com sol e muito pouco vento", referiu a também campeã nacional de sub-18.

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Uma análise que não difere muito da de Ricardo Santos quando jogou algumas vezes naquele campo para o prestigiado Troféu Hassan II, do DP World Tour. Para o antigo triplo campeão nacional, foi sempre um dos campos mais complicados da primeira divisão do golfe europeu, em grande parte devido aos greens.

Inês Belchior adiantou que "gostaria de ser profissional", mas não para já. "Sinto que ainda tenho de amadurecer muito. Vou estudar para os Estados Unidos (Mississippi State University). Sinto que após esses quatros anos, tornar-me-ei profissional, ou seja, lá para 2029, 2030. Até lá, quero tentar renovar o título de campeã nacional absoluta, jogar mais torneios internacionais e passar o ‘cut’ no torneio da LETAS (segunda divisão europeia de profissionais) que se realiza em maio, em Vidago, caso participe na prova", concluiu.

A dupla campeã nacional absoluta referia-se ao regresso do Ladies Open de Portugal. Este torneio irá realizar a sua 19.ª edição, de 6 e 8 maio, no Vidago Palace Golf Course.

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Entre 1985 e 2011, o Ladies Open de Portugal integrou o LET. Desta feita, a FPG irá recuperá-lo como evento do Ladies European Tour Acess Series (LETAS).

No fundo, a mesma estratégia que levou a anterior Direção da FPG a levar o Open de Portugal – que era do European Tour – para o Challenge Tour (circuitos que agora se designam por DP World Tour e HotelPlanner Tour).

Foi, aliás, no anterior Lancia Ladies Open de Portugal, em 2003, no campo 2 do PGA Aroeira (num evento promovido pelo saudoso Nelson Ramalho), que jogadoras portuguesas passaram pela primeira vez o cut em torneios do LET.

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Carolina Catanho, amadora (hoje em dia, médica), e Mónia Bernardo, profissional (atual treinadora), duas madeirenses, concluíram as suas provas, respetivamente, nos 65.º (+13) e 67.º (+16) lugares.

O recorde nacional pertence, no entanto, a Susana Ribeiro – a atual comentadora de golfe no canal Eurosport Portugal – quando, em 2019, foi 32.ª no Open de Espanha, em Marbella, com 2 pancadas acima do Par.

É importante referir que falamos de torneios com cut, porque houve anos em que o Ladies Open de Portugal contemplou apenas duas voltas sem cut, e aí, em 1994, Teresa Abecassis, amadora, foi 60.ª (+14), entre 90 participantes.

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Patrícia Brito e Cunha jogou alguns desses Ladies Opens de Portugal, primeiro como amadora e depois já como profissional (mas treinadora). Atualmente, a antiga campeã nacional amadora integra a Direção da FPG, e foi ela a acompanhar Inês Belchior em Marrocos.

"Foi uma participação importante para a Inês, pois conseguiu ver que está no caminho certo e que, num futuro próximo, poderá atingir os seus objetivos de tornar-se profissional. A experiência da sua participação foi, sem dúvida, uma oportunidade que traz-nos esperança em futuras apostas. Para a Direção da FPG, o objetivo é também apoiar o golfe feminino. Temos um grupo de jovens promissoras e queremos que ganhem experiência, jogando mais torneios internacionais", disse a antiga selecionadora nacional.

O título da Lalla Meryem Cup de 2025 foi decidido num ‘play-off’, dado o empate entre a inglesa Cara Gainer (71+70+69) e a indiana Diksha Dagar (70+73+67), após as três voltas regulamentares, com com 210 pancadas, 9 abaixo do Par.

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No desempate, Cara Gainer venceu com um ‘birdie’ no primeiro buraco, assegurando um prémio de 67.500 euros, enquanto a indiana marcou um ‘bogey’ e recebeu 40.500 euros. Foi o primeiro título de Cara Gainer no LET, aos 29 anos.

Por Hugo Ribeiro/FPG
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