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Ricardo Melo Gouveia e Tomás Bessa no top-3 em Vilamoura

• Foto: Berto Granja

Uma semana depois de Tomás Bessa ter afirmado que irá jogar praticamente todo o PT Tour de 2022/2023, foi agora a vez de Ricardo Melo Gouveia explicar a Record porque optou por competir em janeiro no único circuito internacional para profissionais realizado em Portugal.

 

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Melo Gouveia e Bessa – curiosamente os dois golfistas nacionais melhor classificados no ranking mundial – estiveram particularmente bem esta semana, no Dom Pedro Pinhal Open, de 10 mil euros em prémios monetários, empatando no 3.º lugar.

 

"O meu objetivo, ao competir nestes torneios do PT Tour, é ganhar rodagem e preparar-me para os torneios (do DP World Tour) que vêm aí no início de fevereiro. Estou um pouco num impasse para saber se entro nos primeiros torneios de fevereiro, mas tenho um plano B, que será jogar um ou outro do Challenge Tour", referiu Melo Gouveia.

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O n.º1 português não terá entrada nos três torneios do DP World Tour (primeira divisão europeia) que irão realizar-se no Adu Dhabi e no Dubai, não estando ainda seguro de que possa competir em fevereiro em Ras Al Khaimah, Singapura, Tailândia e Índia. Em contrapartida, se escolher jogar no Challenge Tour (segunda divisão europeia) em fevereiro, terá acesso direto aos quatro eventos marcados para a África do Sul.

 

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Ao contrário de Ricardo Melo Gouveia, Tomás Bessa acredita que dificilmente terá categoria para entrar nas listas desses mesmos torneios sul-africanos do Challenge Tour.

 

É por isso que está mais virado para o PT Tour até março: "É uma maravilha termos este PT Tour, que proporciona-nos este treino em competição e prepara-me para o Challenge Tour. Para mim é a melhor maneira de treinar. É um privilégio jogarmos em campos desta qualidade, com este ‘setup’ e com esta qualidade de jogadores. Tenho de agradecer ao José Correia tudo o que faz pelo golfe profissional em Portugal".

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Na semana passada, no regresso do PT Tour, no Dom Pedro Victoria Open, também em Vilamoura, Tomás Bessa tinha sido o melhor português, no 12.º lugar, a Par do campo. Já Ricardo Melo Gouveia estreara-se em 2023 num modesto 42.º posto (+10).

 

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Tudo alterou-se esta semana no Dom Pedro Pinhal Open e ambos obtiveram uma boa 3.ª posição (-5), a apenas 3 pancadas do vencedor, o inglês Dan Smith (-8). "Joguei bastante melhor neste segundo torneio. No primeiro senti que estava um pouco fora de ritmo competitivo, com muitos erros na tomada de decisão, mas foi bom para perceber em que precisava exatamente de trabalhar e as coisas começaram a sair bastante melhor", sublinhou Melo Gouveia, depois de assinar cartões de 72, 66 e 73.

 

O profissional da Quinta do Lago teve até a sensação de que poderia ter-se metido na luta pelo título: "Foi pena o resultado da última volta, porque o meu jogo foi bastante melhor do que aquilo que o resultado expressa. Estou a sentir-me bem com o meu jogo. Agora é evoluir de semana para semana e treinar. Acho que as coisas vão correr bem este ano".

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Ricardo Melo Gouveia recebeu um prémio de 833,3 euros, o mesmo que os outros dois jogadores com quem partilhou o 3.º lugar: Tomás Bessa (70+71+70) e o neerlandês Lars Keunen (67+71+73), o vice-campeão do Dom Pedro Victoria Open, na semana anterior. "Consegui meter três voltas abaixo do Par, o que, neste campo, é sempre bom", declarou, por seu lado, Tomás Bessa.

 

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"O meu jogo melhorou. Consegui melhorar a qualidade dos maus ‘shots’, controlando o ritmo em campo e algumas distâncias. Ainda não tenho o jogo onde sei que posso estar, porque ainda falho ‘shots’ por estar pensativo em um pormenor técnico ou outro do que estou a mudar, mas joguei bem melhor do que no Victoria. Estou a progredir e a ganhar confiança", afiançou o profissional da Cigala.

 

Um aspeto que permite corroborar as sensações dos dois portugueses de que progrediram é o facto de estarem mais habituados a fazerem melhores resultados no Dom Pedro Victoria Golf Course do que no Dom Pedro Pinhal Golf Course, mas foi o contrário que sucedeu, apesar de este último, ser considerado um traçado mais técnico, onde cai-se mais facilmente nas ratoeiras. "O Pinhal é um campo que adoro, onde jogo muitas vezes, apesar de já não jogar ali há quase um ano. É um campo muito exigente, os fairways são muito delimitados por árvores e isso exige muita precisão com o drive. Em muitos pinheiros a copa estava densa e até havia a hipótese de a bola ficar em cima da árvore. Vi isso acontecer a alguns jogadores, felizmente a mim nunca me aconteceu. Podia ser bastante penalizador num drive com 5 ou 6 metros demasiado à esquerda ou à direita", explicou Tomás Bessa.

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"Os fairways estavam hoje um bocadinho macios, apesar de nas duas últimas semanas estar um tempo fabuloso, com muito pouco vento, só aquele friozinho normal da manhã. Foi um tempo perfeito nos três dias. Os greens tinham partes com uma doença chamada de ‘dollar spot’, mas nada de especial e 80% dos greens estavam em excelentes condições", acrescentou o jogador da Zurich.

 

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Ricardo Melo Gouveia e Tomás Bessa foram dois dos quatro portugueses que alcançaram um top-10 no Dom Pedro Pinhal Open, entre 72 participantes. Os outros foram Ricardo Santos e Tomás Melo Gouveia, que empataram com os britânicos Rhys Thompson e Jonathan Thompson no 8.º lugar, com 214 (-2), embolsando cada um 437,5 euros.

 

Ricardo Santos estreou-se em competição em 2023 e veio da Madeira, onde foi inaugurar a nova obra de retenção de águas e de rega do Clube de Golfe do Santo da Serra. Os três campos do Santo da Serra aderiram a um sistema muito mais sustentável e já se volta a falar da possibilidade de o Madeira Islands Open regressar ao DP World Tour.

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O n.º3 português no ranking mundial é jogador do DP World Tour mas, tal como Ricardo Melo Gouveia e Pedro Figueiredo, não tem entrada nos torneios de janeiro, pelo que a melhor opção será mesmo competir no PT Tour. Pedro Figueiredo também jogou o seu primeiro torneio do ano e concluiu a sua prestação no 14.º lugar (Par), para um prémio de 208,3 euros.

 

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Registe-se ainda a forma positiva de Tomás Melo Gouveia, jogador do Challenge Tour em 2022, que começou 2023 com um top-20 no Dom Pedro Victoria e arrancou agora um top-10 no Dom Pedro Pinhal.

 

Houve um total de 12 portugueses em prova, mas só os cinco melhores garantiram o top-15 com direito a ‘prize-money’.

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O prémio principal, de dois mil euros, coube ao inglês Dan Smith, que conquistou o seu primeiro título internacional enquanto profissional, ao totalizar 208 pancadas, 8 abaixo do Par, após voltas de 66, 69 e 73. Smith bateu por 2 ‘shots’ o compatriota Barnes Willis (67+69+74), que recebeu 1.300 euros.

 

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"É a minha primeira vitória e é muito agradável, depois de vários 2.º lugares", disse Dan Smith, que em tempos jogou no PGA EuroPro Tour, considerando que, agora "este campo passa a ser um dos meus favoritos".

 

Os principais resultados (e classificações) do torneio e dos jogadores portugueses foram os seguintes:

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1.º Dan Smith (Inglaterra), 208 (66+69+73), -8, €2000

2.º Barnes Wallis (Inglaterra), 210 (67+69+74), -6, €1300

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3.º (empatado) Ricardo Melo Gouveia, 211 (72+66+73), -5, €833,3

3.º (empatado) Tomás Bessa, 211 (70+71+70), -5, €833,3

3.º (empatado) Lars Kuenen (Países Baixos), 211 (67+71+73), -5, €833,3

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8.º (empatado) Ricardo Santos, 214 (74+68+72), -2, €437,5

8.º (empatado) Tomás Melo Gouveia, 214 (73+72+69), -2, €473,5

14.º (empatado) Pedro Figueiredo, 216 (72+71+73), Par, €208,3

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21.º (empatado) Hugo Santos, 219 (75+73+71), +3

30.º (empatado) Vítor Lopes, 221 (76+73+72), +5,

38.º (empatado) João Girão, 224 (81+74+69), +8

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54.º João Pinto Basto Jnr., 230 (74+74+82), +14

60.º (empatado) Francisco Oliveira, 233 (82+74+77), +17

64.º Alexandre Abreu, 237 (78+83+76), +21

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68.º Filipe Salazar de Sousa (amador), 245 (84+84+77), +29

 

O terceiro ‘swing’ do PT Tour realiza-se também em janeiro e começa com o 3.º Palmares Open, de 10 mil euros em prémios monetários, de 15 a 17, naquele ‘resort’ de Lagos.

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Por Hugo Ribeiro
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