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Stephen Ferreira falha ‘qualy’ do British, irmãos Bessa em histórico torneio misto

• Foto: De Federico Capretti / Alps Tour

Três dos mais proeminentes profissionais portugueses viveram momentos menos bons em eventos internacionais. Stephen Ferreira esteve em Inglaterra e falhou o cut na Final do ‘Qualifying’ do British Open, o terceiro Major do ano, enquanto os irmãos Leonor e Tomás Bessa estiveram em França num torneio misto.

 

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Leonor falhou o cut num evento do Ladies European Tour Access Series (LETAS), enquanto Tomás foi 37.º numa etapa do Alps Tour, onde tem sido uma das estrelas em 2022, mas ambos estiveram exatamente no mesmo torneio.

 

Em Hollinwell, nos arredores de Nottingham, Stephen Ferreira foi 23.º classificado, entre os 61 jogadores que participaram nesta etapa da Final da Qualificação para o The Open Championship, este ano a celebrar 150 edições em St. Andrews, na Escócia.

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Houve quatro etapas da Final da Qualificação e no torneio de Hollinwell apuraram-se apenas quatro jogadores, o último dos quais a Par do campo. O português do Zimbabué não jogou mal, mas o seu resultado de 151 pancadas, 7 acima do Par, após voltas de 77 e 74, foi claramente insuficiente.

 

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Entretanto, em França decorreu um torneio singular, o Hauts de France Pas de Calais Open. São raros os torneios mistos em circuitos internacionais, mas este é o único (até ao momento) que distribui prémios monetários iguais às jogadoras e aos jogadores.

 

Foram exatamente 40 mil euros para o torneio do LETAS, integrando a segunda divisão europeia feminina, e outros 40 mil para a competição do Alps Tour, uma das terceiras divisões europeias masculinas.

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A ocasião especial permitiu a Leonor e Tomás Bessa poderem jogar o mesmo torneio, algo que acontece-lhes pela primeira nas suas carreiras em provas a contarem para os rankings mundiais de profissionais.

 

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Em 2020 já tinham feito história, ao tornarem-se nos primeiros irmãos a vencerem em simultâneo o Campeonato Nacional de profissionais, da PGA de Portugal.

 

Em Portugal há muitos torneios mistos, seja da FPG, seja da PGA de Portugal. Também já tinha acontecido serem caddies um do outro. Mas jogarem juntos num evento desta importância foi seguramente diferente.

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Para mais, numa prova realizada no AA Saint Omer Golf Club, em Saint-Omer, não longe de Calais, onde o golfe português tem uma forte tradição.

 

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Filipe Lima é único duplo campeão da prova (2004 e 2016), foi ainda vice-campeão em 2009, enquanto Ricardo Santos perdeu ali um play-off em 2017.

 

O Hauts de France-Pas de Calais Golf Open foi fundado em 1997, chegou a ter três edições no European Tour – a de 2004 é o único título de Filipe Lima na primeira divisão europeia –, fez parte do Challenge Tour até 2019, a pandemia da COVID-19 travou-o e regressou agora, após dois anos sem ter sido disputado, mas como evento misto do LETAS e do Alps Tour.

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Leonor Bessa, de 23 anos, não conseguiu passar o cut apenas pela segunda vez esta época em sete torneios disputados. Terminou no grupo das 46.ª classificadas, com 156 pancadas, 10 acima do Par, após voltas de 77 e 79.  Falhou o cut por 1 único ‘shot’.

 

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Na Ordem de Mérito do LETAS, a campeã nacional de 2020 desceu de 54.ª para 59.ª. Para já, não está inscrita na primeira etapa do Trust Golf Links Series, o torneio de 40 mil euros que começa amanhã (quarta-feira) no Ramside Hall Golf Club, em Inglaterra.

 

Em contrapartida, o seu nome já surge na segunda etapa do Trust Golf Links Series, também de 40 mil euros, no The Musselburgh Golf Club, a partir de 14 de julho.

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O seu irmão Tomás estará em ação esta semana no Alps de las Castillas, de 40 mil euros, que arranca na quinta-feira, no Club de Golf Sória, em Espanha.

 

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Em França, o português de 25 anos terminou no grupo dos 37.º classificados, com 223 pancadas, 10 acima do Par, após voltas de 76, 70 e 77, recebendo um prémio de 472 euros.

 

Na Ordem de Mérito do Alps Tour, onde chegou a ser 2.º classificado esta época, é agora o 7.º, após 13 torneios disputados.

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Apesar de estar numa fase menos boa, pois tinha falhado o cut no torneio anterior e agora ficou fora do top-30, o campeão nacional de 2020 está a atravessar a sua melhor época de sempre.

 

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Desde novembro do ano passado, venceu dois torneios do PT Tour, um do PGA Portugal Tour e outro do Alps Tour. E neste circuito leva cinco top-10’s. É claramente um dos candidatos a subir ao Challenge Tour (a segunda divisão europeia) em 2023, quando faltam ainda cinco torneios até ao final da época.

Por Hugo Ribeiro/Tee Times Golf
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