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Susana Ribeiro renasce em Espanha

Susana Ribeiro passou em apenas um mês do seu resultado mais negativo da época para uma das melhores fases, graças a uma vitória e a um 6.º lugar em torneios espanhóis disputados nas duas últimas semanas.

 

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O mais importante foi, sem dúvida, o 6.º posto que alcançou agora na terceira etapa do Santander Golf Tour, o circuito profissional espanhol, disputada no Real Nuevo Club Golf de San Sebastián Basozabal, com um total de 19.650 euros em prémios monetários.

 

Foi o seu segundo top-10 da época em três torneios deste circuito, depois do 3.º lugar em Cáceres e do 23.º posto em Málaga.

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«Fiquei contente com o resultado, principalmente porque já noto algumas melhorias nos aspetos que ando a trabalhar, nomeadamente no jogo curto e no drive», disse a portuguesa de 28 anos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

 

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Susana Ribeiro totalizou 148 pancadas, 4 acima do Par do campo desenhado pelo antigo bicampeão do Masters, José Maria Olazábal, um bom amigo de Ricardo Santos.

 

A jogadora do Skip Golfe apresentou voltas de 76 e 72 e empatou com a argentina Maggie Simmermacher (73+75), recebendo cada uma um prémio de 1.300 euros.

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Esta boa prestação da vice-campeã nacional permitiu-lhe ascender do 8.º ao 4.º lugar no Ranking do Santander Golf Tour, importante tendo em conta que este circuito fez um acordo com o Ladies European Tour Access Series (LETAS) para que o top-3 receba no final do ano o acesso à segunda divisão europeia.

 

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Outro aspeto que Susana Ribeiro valorizou foi a beleza e a exigência do campo: «Tivemos muita sorte com o tempo, porque apanhei muita chuva no dia do Pro-Am, mas nos dias de competição apareceu muito calor e humidade a 93%. Fez-me lembrar os Açores e foi um teste à minha resistência».

 

«O campo era difícil, muito bem desenhado, com greens bastante rápidos. Um campo bastante comprido, com muitos obstáculos. Os greens na segunda volta eram mais ondulados, o que fazia com que fosse mais difícil nessa parte. Apesar disso, gostei muito do campo. Foi um teste físico à minha resistência, com muitas subidas e muitos tee elevados».

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Essa dificuldade fez com que apenas uma jogadora conseguisse bater o Par do campo, a espanhola Mireia Prat, uma antiga n.º1 do LETAS e, consequentemente, antiga jogadora do LET, ou seja, habituada a competir ao mais alto nível. Prat somou 142 (73+69), -2, e bateu por 2 pancadas a sua compatriota María Hernández (75+69).

 

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Susana Ribeiro admitiu recentemente que no final da época transata chegou a pensar em desistir, mas a fibra que a levou a ser tricampeã nacional fê-la continuar e este ano também respondeu com mais e melhor trabalho ao tal 23.º em Málaga que a deixou com um sabor amargo na boca.

 

Para recuperar as boas sensações, foi fundamental a vitória num Pro-Am realizado em Espanha há uma semana, o Ladies Pro Am El Rompido, realizado nos South e North courses do Precise El Rompido Golf Resort.

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A portuguesa fez equipa com seis amadoras suecas residentes no Algarve, divertiu-se, descontraiu e na classificação por equipas foi 8.ª classificada entre 21 conjuntos, mas o mais importante foi ter sido a melhor de todas as profissionais na classificação individual.

 

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E não se pense que se tratava de uma competição sem concorrência à altura. «Estava lá a Alison Nicholas que foi capitã europeia da Solheim Cup (a Ryder Cup feminina) e havia outras jogadoras que jogam no Ladies European Tour (a primeira divisão europeia)», disse a portuense residente em Lisboa, que fez o excelente resultado de 6 pancadas abaixo do Par.

 

«O Pro-Am da semana passada também ajudou-me um pouco nos aspetos do meu jogo em que tenho estado a trabalhar e que depois funcionaram bem esta semana», admitiu Susana Ribeiro.

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A comentadora de golfe no Eurosport em Portugal percebeu que o Pro-Am era uma situação perfeita para colocar em prática os setores de jogo em que se sentia mais frágil.

 

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«O campo era curto. Por isso obriguei-me a jogar o drive para zonas mais estreitas para recuperar um pouco a confiança. O jogo curto também estava assim sempre em jogo porque tinha shots curtos para o green. Ou seja, forcei-me a treinar esses dois aspetos em competição», explicou.

 

A estratégia deu resultado não só pelo 6.º lugar uma semana depois no País Basco, mas também por ter agradado aos organizadores a forma como se aplicou no Pro-Am.

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«O torneio foi organizado pela Tarleton Golf e eles ficaram muito contentes com a minha prestação. Disseram-me que iriam entrar em contacto comigo para integrar outros Pro-Ams», afirmou.

 

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Este aspeto é importante, porque Susana Ribeiro está numa fase da carreira em que gasta mais a competir do que os prémios monetários que aufere. Estes Pro-Ams podem ser uma boa fonte de receita para investir depois na sua carreira.

 

O seu próximo torneio será o Neuchatel Ladies Championship, na Suíça, com 40 mil euros em prémios monetários, a contar para o LETAS, a segunda divisão europeia, onde só poderá competir parcialmente este ano. Já no que se refere ao Santander Golf Tour, o próximo evento será apenas em julho, em Valência.

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Por Hugo Ribeiro
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