Tomás Melo Gouveia foi o melhor português na primeira volta do 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira, com o resultado de 67 pancadas, 4 abaixo do Par do campo n.º1 do resort de Almada.
O 57.º do ranking do HotelPlanner Tour ocupa o 25.º lugar, empatado com outros oito jogadores, havendo um total de 144 participantes neste torneio de 300 mil euros em prémios.
“Foi muito bom, especialmente porque no princípio ia com 2 pancadas acima do Par após quatro buracos. A partir daí, daí joguei muito bem”, disse o jogador de Vilamoura, de 32 anos.
É verdade que arrancou mal (saiu do buraco 10), com bogeys nos buracos 11 e 13, mas reagiu de acordo com a confiança elevada que neste momento tem. Nos seis buracos seguintes fez dois eagles (5 e 1) e dois birdies (14 e 18).
“Estou a jogar para ganhar. Acho que tenho capacidade para isso. Já estive perto duas vezes de ganhar um torneio esta época. E em casa sinto muito o apoio das pessoas”, assegurou o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia.
Tomás é um de dois portugueses membros desta segunda divisão do golfe profissional europeu. O outro é Pedro Figueiredo, o 13.º do ranking, que também chegou a andar com 4 abaixo do Par, mas terminou a primeira volta com 68 pancadas, 3 abaixo do Par, figurando no grupo dos 34.º classificados.
Só mais dois portugueses, dos 10 que competem esta semana, estão dentro do cut provisório que irá definir-se depois de concluída hoje a segunda volta, para o top-60.
O profissional Vasco Alves e o bicampeão nacional de sub-18, Luís António Silva, integram o grupo dos 48.º classificados, com 69 pancadas, 2 abaixo do Par.
Jannik de Bruyn lidera na Aroeira
Jannik de Bruyn está em forma, vem de um quarto top-10 da época no English Trophy da semana passada, e assumiu ontem o comando do único torneio de golfe português integrado na segunda divisão profissional europeia.
O alemão de 27 anos foi dos últimos a chegar à clubhouse, em pleno crepúsculo, e nem o vento mais forte da tarde impediu-o de alcançar o bom resultado de 62 pancadas, 9 abaixo do Par.
“Foi uma das minhas melhores voltas de sempre em ‘wedges’ e coloquei a bola perto da bandeira, mesmo não tendo ‘patado’ assim tão bem”, disse o 44.º do ranking, mesmo ‘à queima’ dentro do top-45 que se qualifica no final do ano para a Grande Final, em Maiorca.
De Bruyn é perseguido pelo sueco Adam Wallin (-8) que esta época já alcançou seis top-10.
Por Hugo Ribeiro