Tomás Melo Gouveia vence Taça Capdeville Consulting

Tomás Melo Gouveia
• Foto: Pedro Monteiro/Estágio Bordalo Pinheiro

Tomás Melo Gouveia fez este sábado a dobradinha na Taça Capdeville Consulting, no Guardian Bom Sucesso, no concelho de Óbidos. Dois dias depois de ter vencido o Pro-Am, ao lado do amador Messala Gonçalves, o profissional de Vilamoura triunfou também no Open de 15 mil euros em prémios monetários, o segundo torneio do ano do Timestamp Golf Tour, o circuito sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG) e pela PGA Portugal.

"Hoje precisei de ser paciente, porque não joguei o meu melhor golfe, os putts também não estavam a entrar, não estava a dar bons shots aos greens, fiz muitos ‘pares’ e a paciência foi, definitivamente a chave", considerou o português de 31 anos, que só fez 1 bogey em duas voltas, hoje, no buraco 11. Só que ontem foram 5 birdies e 1 eagle, enquanto hoje converteu 2 birdies.

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Tomás Melo Gouveia chegou a perder a liderança da prova. Ricardo Santos, que tinha partido com 2 shots de atraso, esteve endiabrado, a mostrar a qualidade que levou-o a ser campeão no European Tour.

Santos, agora com 39 anos, fez o seu quinto birdie do dia no buraco 14, para saltar para a frente, mas perdeu a sua terceira pancada do dia no 15. Os dois jogadores foram empatados para o 16, mas o birdie de Melo Gouveia fê-lo entrar para o 17 com 1 pancada de vantagem. No 17 decidiu-se tudo – o triplo-bogey de Santos deixou-o a 4 pancadas de Melo Gouveia, distância que manteve-se até ao final do 18.

"Joguei bem nos dois dias, hoje fiz dois buracos maus e há que aceitar. Quando não treinas muito, chegas a estas situações e falta ali aquele trabalho. Claro que queria ganhar, mas não fui feliz no 17 e no 5, mas costumo dizer que se não treinas regularmente, a sorte não anda atrás de ti. Estou satisfeito por ter estado nesta posição e o Tomás é um justo vencedor", comentou Ricardo Santos.

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"Foi uma batalha muito boa com o Ricardo Santos – concordou Tomás Melo Gouveia – e ele jogou muito bem hoje. Teve azar no buraco 17 e mesmo indo para o último buraco com 4 de vantagem, só no último putt percebi mesmo que iria ganhar".

Hugo Santos, Nuno Campino e Pedro Figueiredo, os outros 2.º classificados, já tinham chegado à clubhouse com -4, quando Melo Gouveia e Ricardo Santos ainda discutiam o título entre si.

Foi o segundo título do ano para Tomás Melo Gouveia, que vencera há dois meses o San Lorenzo Open, do PT Tour, no Algarve.

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É também o seu terceiro título no Timestamp Golf Tour, circuito inaugurado em fevereiro de 2025. No ano passado, já tinha sido o melhor no Montebelo Golf Classic, em Viseu, e no Lisbon Masters, em Sintra. Mas este foi o seu primeiro título no circuito da FPG e da PGA Portugal em que não precisou de ir a play-off.

Ganhou um prémio de 4 mil euros, o mais elevado do Timestamp Golf Tour (o Campeonato Nacional tem 20 mil euros, mais do que os 15 mil desta semana, mas no Campeonato Nacional o vencedor recebeu 3.600 euros) e ainda um convite para jogar o Raiffeisenbank Golf Challenge, na Chéquia, de 20 a 26 de julho, um torneio da segunda divisão do golfe profissional europeu, com 300 mil euros em prémios monetários.

Falando em HotelPlanner Tour, é para lá que Tomás Melo Gouveia espera agora ir nas próximas seis semanas. Este ano, ainda não jogou na segunda divisão europeia, ao contrário de Pedro Figueiredo que já jogou cinco provas do HotelPlanner Tour e até surge bem cotado, em 20.º no ranking. 'Figgy' assinou a melhor volta de hoje (-4).

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Para Luís Capdeville, fundador da empresa patrocinadora do torneio, é também para apoiar os profissionais portugueses que criou este torneio. Aliás, o empresário açoriano recordou que "no ano passado, foi o Daniel da Costa Rodrigues a vencer este nosso torneio e hoje mesmo ele lidera o torneio do DP World Tour na Turquia".

O próximo torneio do Timestamp Golf Tour será o Campeonato Nacional de Profissionais, de 11 a 14 de junho, no PGA Aroeira, no concelho de Almada.

A Taça Capdeville Consulting concluiu-se hoje com um jantar de entrega de prémios, não só para os profissionais, mas também para os amadores (ambos os géneros, de várias faixas etárias, em gross e net) e ainda os prémios das classificações de clubes e de empresas.

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Por Hugo Ribeiro
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