Alexandre Abreu com primeiro top-5 em torneios internacionais

Mudança de residência para o Algarve ajudou a lançar carreira profissional

Alexandre Abreu obteve a sua melhor classificação de sempre em torneios internacionais de profissionais ao concluir o 1.º O’Connor Classic no 5.º lugar, empatado com outros três jogadores, entre os quais João Carlota. 

«Tenho gostado imenso de jogar os torneios do Portugal Pro Golf Tour. Estes torneios são muito importantes para nós, jogadores, prepararmos a época e competirmos ao mesmo tempo ao mais alto nível. Esta foi a minha melhor classificação e é claro que me agrada, mas acho que há ainda um longo caminho a percorrer e tenho mais margem para melhorar», disse à Tee Times Golf em exclusivo para Record

O torneio de 10 mil euros em prémios monetários inaugurou o 7.º e último Swing deste circuito internacional, sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe, PGA de Portugal e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour. 

Participaram 75 jogadores e sagrou-se campeão o irlandês John Ross Galbraight com 135 pancadas, 9 abaixo do Par do campo do Amendoeira Golf Resort, em Silves, desenhado por Christie O’Connor Jr., após voltas de 66 e 69. 

Alexandre Abreu (com voltas de 71 e 69) e João Carlota (69+71) somaram 140 pancadas, 4 abaixo do Par. Foi o terceiro top-10 da temporada de Abreu no PPGT mas o primeiro top-5. Para Carlota foi o seu segundo top-5 seguido, depois do 2.º lugar na semana passada em Palmares (Lagos). Para além destes dois portugueses, Hugo Santos foi 33.º (+4) e Daniel Silva 36.º (+5). 

«Joguei no O’Connor Course muitas vezes como amador. É um campo onde gosto muito de jogar, também por favorecer um pouco o meu estilo de jogo. É um campo comprido e largo, com muita água em jogo. O campo encontrava-se em boas condições. Em relação às condições meteorológicas, no primeiro dia estive bastante vento, no segundo esteve um pouco mais "amigável", fazendo-se sentir o vento só mais para o final da volta». 

O campeão, o irlandês Galbraight, está habituado a brilhar em circuitos satélites e já obteve variadíssimos top-10 nos últimos dois anos no PGA EuroPro Tour e compete com alguma regularidade no Challenge Tour, a segunda divisão europeia. Este título poderá lança-lo para voos mais altos. 

Pelo contrário, Alexandre Abreu está, apenas em 2020, a começar a despontar com resultados internacionais interessantes. Já em janeiro tinha sido o melhor português no Red Sea Egyptian Classic, um torneio de 30 mil euros em prémios monetários, integrado no Pro Golf Tour, uma das terceiras divisões europeias. 

O português de 27 anos foi 34.º classificado, com 214 (73+70+71), -2 e foi interessante ter constado que no Golf Club Sokhna no Egito deparou com uma concorrência inferior ao que tem apanhado em Portugal, embora, em teoria, esse circuito até seja mais forte. 

«Essa foi a melhor prestação que tive em torneios fora de Portugal. O Portugal Pro Golf Tour dá-nos a oportunidade de competir com jogadores de nível superior aos dos torneios que joguei ali», referiu Alexandre Abreu.

É certo que no torneio seguinte, o Red Sea Ain Sokhna Classic, falhou o cut por 1 pancada e não competiu nos três torneios seguintes do Pro Golf Tour, onde têm militado Tomás Melo Gouveia, Francisco Oliveira, João Zitzer e João Pinto Basto. Mas tal ficou a dever-se a uma lesão e optou por regressar à competição nestes últimos torneios do Portugal Pro Golf Tour de 2019/2020. 

«Sem dúvida que fiquei contente com aquele 34.º lugar no Egito, mas acho que posso dar mais. Nos últimos meses de 2019 andei a jogar bom golfe, mas no início do ano de 2020 tive uma lesão no pulso e só voltei aos treinos mesmo antes desta competição», explicou. 

Agora, sente-se melhor e pronto para o Tour Championship que irá encerrar o PPGT no dia 15 de março. 

«O meu objetivo principal nesse torneio será preparar-me tecnicamente e fisicamente para o resto da época, utilizando o torneio para testar o meu jogo, mas claro que quero jogar sempre bem e melhorar em todos os torneios que jogue», esclareceu. 

O resto da época que referiu é o calendário completo do Pro Golf Tour, o circuito germânico que se iniciou no Egito, passou a Marrocos e depois irá transitar para a Europa central. 

«Este ano vou jogar a época toda no Pro Golf Tour. Esta será a minha primeira época a jogar o ano todo a nível internacional, mas o objetivo é tentar chegar ao top-5 no final do ano que dá acesso ao Challenge Tour». No fundo, repetir o sucesso de Pedro Figueiredo que conseguiu esse top-5 em 2017. 

Alexandre Abreu é conhecido há bastante tempo no meio do golfe nacional. Fez parte de algumas das melhores equipas amadoras do Club de Golf de Miramar, nos arredores do Porto, e possui um dos mais bonitos ‘swings’ do golfe nacional. Mas desde que passou a profissional, tem-se destacado mais como caddie de Vítor Lopes em torneios do European Tour e do Challenge Tour do que propriamente como jogador. 

Mas as coisas estão a mudar e o simpático jogador profissional está mais ambicioso e a tornar-se aos poucos num competidor que já mete respeito à concorrência. Um passo importante poderá ter sido a mudança de residência para o Algarve, a Meca do golfe nacional. 

Curiosamente, Pedro Figueiredo, quando sentiu a necessidade de salvar a sua carreira, também saiu de Azeitão para o Algarve por considerar que ali iria beneficiar de um ambiente mais competitivo e com menos distrações. Atualmente, ‘Figgy’ é um dos dois membros portugueses do European Tour, a primeira divisão europeia, e nesta quinta-feira teve uma boa primeira volta de 70 (-1) que o deixa no 41.º lugar, dentro do cut provisório do Masters do Qatar. 

«Resido em Vilamoura há dois anos – informou-nos Alexandre Abreu – e treino nos campos da Dom Pedro Hotels & Golf Collection, pois eles dão-me as melhores condições para eu poder realizar o meu trabalho. O meu treinador é o Steve Bainbridge (também treinador do João Carlota, Tomás Silva e Tomás Bessa), da Elite Golf Academy, no Algarve». 

Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

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