Diogo Rocha sagra-se campeão do GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo e vai estrear-se nos EUA

Antigo bicampeão da Taça FPG ganhou o torneio internacional português que qualifica para o Orlando International Amateur Junior

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Diogo Rocha sagra-se campeão do GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo
Diogo Rocha sagra-se campeão do GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo • Foto: Daryl Gabin

Diogo Rocha conquistou a segunda edição do GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo, que decorreu durante três dias no Laguna Golf Course, em Vilamoura, no concelho de Loulé e estabeleceu um recorde que deverá ser difícil de ser batido nos tempos mais próximos.

Este torneio internacional juvenil reuniu 53 jovens, com origens familiares de mais de uma dezena de países distintos. Destacou-se um contingente de atletas da Coreia do Sul, que estão no Algarve com o seu treinador, num estágio de três meses. De Portugal, vieram jogadores de todas as regiões, à exceção dos Açores. Até a Madeira esteve representada. Tal como aconteceu no ano passado – no Millennium Golf Course –, só o vencedor conseguiu ficar abaixo do Par. Mas se, em 2025, Martim Pinto Johansen ganhou com 6 abaixo do Par ao cabo de duas voltas, em 2026, Diogo Rocha, do Oporto Golf Club (Espinho), atingiu a bela marca de 10 abaixo do Par, após as três rondas do torneio, com um total de 206 pancadas (73+66+67). Em 2.º lugar ficou João Maria Ivo de Carvalho, do Club de Golf do Estoril, autor de um hole-in-one na segunda volta, com 221 (75+74+72), +5. 

Se o vencedor do ano passado gozou do fator casa e conhecia bem o campo, por ser atleta do Clube de Golfe de Vilamoura, com Diogo Rocha foi exatamente o contrário, dado ter sido a primeira vez que jogou no Laguna Golf Course. Aliás, o jogador de Espinho frisou que isso limitou-o na primeira volta. "Para ser sincero, vim para aqui diretamente do Campeonato Internacional Amador de Portugal. Só consegui fazer oito buracos, não conhecia o campo, e na primeira volta fui muito mais conservador, joguei mais à defesa, não estava habituado à velocidade dos greens, e os greens são muito diferentes do que aqueles em que tinha jogado no Faldo Course", explicou.

Depois disso, mais à vontade, a saber onde atacar, Diogo Rocha rebentou a escala com -11 em 36 buracos. "O meu recorde pessoal em três dias de prova era de 9 abaixo do Par, portanto foi uma meta a alcançar, estes -10. Tinha dito numa entrevista, no primeiro dia do torneio (à SportTV), que achava que um bom resultado seria fazer -10 no agregado das três voltas. No primeiro dia joguei mal, fiz 1 acima do Par, mas sabia que ainda era possível chegar às -10 e estou muito contente por ter conseguido concretizar esse objetivo", acrescentou.

O campeão da Taça FPG em 2022 e 2024 – um dos Majors amadores da Federação Portuguesa de Golfe – nunca escondeu que um dos objetivos para 2026 é "recuperar o ranking mundial amador", perdido depois de um ano de 2025 menos bom. "Se eu quiser competir em torneios internacionais preciso do ranking mundial. No ano passado tive uma época um bocado inconsistente. Também passei por uma fase um bocado complicada, porque transitei de treinador e de clube (está agora com Miguel Valença no Oporto Golf Club)", declarou.

Nos últimos três torneios, Diogo Rocha tem conseguido alguns feitos: No PT Tour, num torneio internacional de profissionais, de 10 mil euros em prémios monetários alcançou pela primeira vez um top-15. Depois, no Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal, passou pela primeira vez o cut. Agora, no 2.º GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo somou pontos para o ranking mundial amador e teve ainda um prémio especial, o convite (com inscrição e viagem suportada pela GreatGolf) para competir para o ano no torneio juvenil do Orlando International Amateur, onde um dos promotores é o português Tiago Rodrigues, um antigo jogador profissional, então representado pela GreatGolf. "Vai ser uma experiência inacreditável. Nunca fui aos Estados Unidos, vai ser muito bom. Não era o meu principal objetivo para este torneio, mas fico muito satisfeito por ter jogado bem e ainda ter a oportunidade de ir a um palco grande e enfrentar com pessoas a nível mundial", considerou o jogador de 18 anos.

O 2.º GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo teve igualmente competições para sub-14 e sub-12, com classificações mistas. Nos sub-14, o vencedor foi Nuno Palmares, do Club de Golf do Estoril, com 153 (74+79), +9, batendo por 6 o seu colega de clube, João Rocha, que totalizou 159 (79+80), +15. Em sub-12 não houve qualquer surpresa e Ricardo Castro Ferreira, acabadinho de completar 11 anos, mostrou ser quase imbatível em Portugal. O jogador do Clube de Golf do Estoril agregou 154 (77+77), +10, deixando bem atrás o 2.º classificado, o inglês Joe Short, de Vila Sol, que apresentou um resultado de 166 (79+87), +22.

É preciso, contudo, explicar que Joe Short, um habitual vencedor de torneios do Drive Challenge, estava doente na segunda volta. Ricado Castro Ferreira, campeão nacional de sub-10, é o único bicampeão do GreatGolf Junior Open by Fundação Luís Figo, pois já tinha sido o melhor em 2025. Embora o torneio seja misto, é importante salientar que houve um prémio para a melhor jogadora, atribuído à sul-coreana Kim Doyeon, que foi 7.ª na classificação geral, com 227 (76+77+74), +11. A segunda melhor jogadora foi a chinesa residente em Portugal e jogadora do Quinta do Peru Golf & Country Club, Angelina Gao, 15.ª da classificação geral, com 251 (81+91+79), +35. O GreatGolf Junior Open ofereceu à Fundação Luís Figo, 20 por cento do valor total dos patrocínios e 10% do valor global das inscrições. Sónia Madeira, prima de Luís Figo e representante da Fundação, esteve em Vilamoura para entregar os prémios aos jogadores e receber o cheque que irá ajudar a promoção do desporto junto de jovens desfavorecidos. O próprio Luís Figo marcou presença no primeiro dia do torneio.

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