Federação Portuguesa de Golfe apresenta calendário competitivo retificativo

A PGA de Portugal também pretende organizar torneios para profissionais mas ainda não tem datas marcadas

A Federação Portuguesa de Golfe (FPG) deverá apresentar hoje um calendário retificativo para a época desportiva nacional de 2020, necessariamente limitado pelo combate à COVID19.

De acordo com a resolução do Conselho de Ministros nº 33-A/2020, de 30 de abril, só será possível retomar o quadro competitivo do golfe no dia 1 de julho e é para essa data que a FPG está a apontar, embora consciente de que «todo o calendário que iremos apresentar na sexta-feira será sujeito a alterações governamentais que venham a ser decretadas. Aliás, tal como o Governo, também a FPG irá reavaliar a situação do golfe nacional em cada 15 dias», disse João Coutinho, o diretor-técnico nacional, à Tee Times Golf em exclusivo para Record.

O dirigente federativo não quis obviamente entrar em detalhes antes do anúncio oficial do quadro competitivo retificativo para 2020, mas apontou as suas linhas gerais e principais preocupações.

«As prioridades serão o Campeonato Nacional Absoluto Audi, o Campeonato Nacional de Clubes Solverde e o Campeonato Nacional de Jovens, mesmo que tenhamos de optar por formatos diferentes aos habituais», sublinhou João Coutinho, sendo estas provas exclusivas a atletas amadores, incluindo os de alto rendimento.

Previa-se que fosse muito difícil a FPG, com as atuais condicionantes, poder levar a cabo o extenso quadro competitivo original, que inclui circuitos que se prolongam durante todo o ano, com dezenas de torneios para os mais diversos escalões etários.

«Vamos retomar a competição numa altura em que não há qualquer ritmo competitivo e com uma realidade que implica evitar grandes concentrações e expectáveis limitações de disponibilidades de alojamentos», explicou o diretor-técnico nacional, que tem uma enorme experiência na organização de eventos por ser o diretor da maioria dos torneios da FPG.

Daí que nesta sexta-feira sejam apresentados não só os torneios que eventualmente poderão ser realizados até ao final do ano, mas também «os formatos adaptados a esta nova realidade». Ou seja, haverá um cuidado em evitar grandes deslocações geográficas e privilegiar formatos que poupem muitos atletas, pais e treinadores a estarem alojados ao mesmo tempo em unidades hoteleiras.

A previsível redução do número de torneios nacionais para amadores levou a que vários dirigentes desportivos tenham procurado refletir sobre alternativas e, na semana passada, o presidente do Lisbon Sports Club, Pedro Nunes Pedro, um antigo selecionador nacional, apresentou no portal Golftattoo e no Público Online uma sugestão curiosa:

«Aproveito a oportunidade para sugerir à FPG que, caso assim o entenda, as provas principais dos clubes que já fazem parte do calendário da FPG, nomeadamente a Taça Kendall no Oporto Golf Club, a Taça Mendes de Almeida no Vidago Palace, a Taça R.S.Yeatman no Club de Golf de Miramar, a Lisbon Cup no Libon Sports Club, o Aberto do Clube de Golf do Estoril e até, eventualmente, o Grande Troféu de Vilamoura do Clube de Golfe de Vilamoura, poderiam constituir um calendário alternativo, aproveitando as provas dos clubes. Dessa forma a FPG não teria de organizar os torneios, poupando em custos e poupando deslocações, pois cada jogador competiria nos principais torneios da sua área de residência e isso poderia contar para uma ordem de mérito final ou para um prémio no final do ano».

Em termos de calendário competitivo nacional para os profissionais portugueses, a Tee Times Golf soube junto do presidente da PGA de Portugal, Nelson Cavalheiro, que «haverá competições de certeza absoluta. Não posso é dizer ainda porque nada está fechado, mas haverá, a não ser que o Governo diga que não é possível».

Não há, de facto, ainda nenhum torneio calendarizado no PGA Portugal Tour, mas já existem conversações para que o Solverde Campeonato Nacional PGA se realize no Vidago Palace Hotel, depois de ter-se fixado no Oporto Golf Club desde 2015.

Com os melhores profissionais portugueses em Portugal – à exceção de Filipe Lima, residente em França –, e com os circuitos europeus para já suspensos, o PGA Portugal Tour poderá apresentar-se mais forte do que nunca, desde que se consigam patrocínios para os necessários prémios monetários.

Quanto ao Portugal Pro Golf Tour, organizado por José Correia e sancionado pela FPG e pela PGA de Portugal, realizou uma reunião esta semana entre os seus principais dirigentes, incluindo o britânico Gary Harris, e poderá dar novidades em breve. Este circuito internacional deveria começar em novembro, no Algarve, a sua época de 2020/2021.

O golfe voltou a estar disponível a todos os praticantes desde segunda-feira passada, mas apenas num regime lúdico.

O regresso aos campos tem sido um sucesso, com grande adesão dos clubes, campos e praticantes às normas estabelecidas no documento "Plano de Reabertura de Instalações de Golfe", assinado pela FPG, Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG), Associação de Gestores de Golf de Portugal (AGGP), Associação Portuguesa de Greenkeepers (APG), PGA de Portugal e Associação Nacional de Treinadores de Golfe (ANTG).

A edição online de Record já tinha dado conta das principais linhas orientadoras destas recomendações nos passados dias 29 de abril e 4 de maio.

Nesta retoma, nota-se uma grande preocupação da FPG em evitar qualquer contágio em campos de golfe portugueses e para dar o melhor exemplo, o presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa, foi jogar na passada segunda-feira ao Centro Nacional de Formação de Golfe do Jamor, tendo convidado como parceiros os atuais campeões nacionais, Susana Ribeiro e Tomás Silva, e ainda um dos dois portugueses membros do European Tour, Pedro Figueiredo.

Um vídeo dessa iniciativa passou em várias redes sociais, notando-se os cuidados dos quatro jogadores em manterem a distância física, em só usarem o seu próprio material, em nunca tocarem em ancinhos ou nas bandeiras. E o vídeo mereceu mesmo uma reportagem incluída nos noticiários da RTP desta quinta-feira.

Daí que, nesta sexta-feira, a mensagem que será passada na apresentação do novo calendário competitivo será a de que é desejável voltar a haver competições, mas que em qualquer altura poderá ser necessário proceder a alterações e fazer ajustamentos para garantir a segurança de todos.
 

Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf (teetimes.pt) em exclusivo para Record

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