"Figgy" e Lima em Major do Challenge Tour

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Pedro Figueiredo e Filipe Lima iniciam esta quarta-feira a sua participação no famoso Rolex Trophy, um dos Majors do Challenge Tour, a segunda divisão europeia.

O torneio mais antigo do Challenge Tour desenrola-se desde 1989 e o Golf Club de Genève é o único campo de 18 buracos de Genebra, um desenho do conhecido Robert Trent Snr.

O Rolex Trophy tem características únicas, como ser reservado a 40 jogadores e ser disputado no sistema de Pro-Am, com cada profissional e emparceirar com três amadores.

Os 250 mil euros em prémios monetários, a distribuir apenas por 40 participantes faz com que haja muitos pontos em jogo para a Corrida para Ras Al Khaimah.

O campeão no torneio suíço costuma terminar o ano no top-15 do ranking e dessa forma apurar-se para o European Tour, pelo que não admira que 37 dos 40 melhores jogadores da the Road to Ras Al Khaimah estejam em Genebra.

O Rolex Trophy é tão importante que Pedro Figueiredo e Filipe Lima – os únicos portugueses que lograram entrar na lista de participantes – preferiram não competir na semana passada no Open da Irlanda do Norte para se prepararem melhor.

Para "Figgy" essa opção não trouxe consequências, dado que manteve o 8.º lugar que ocupa no ranking da segunda divisão europeia. Já o campeão nacional, Lima, saiu do top-20, caindo de 19.º para 21.º. Nada de preocupante, tendo em conta as suas boas exibições nos últimos tempos.

O português que melhor aproveitou o Open da Irlanda do Norte foi Miguel Gaspar, que entrou graças a um convite obtido pela PGA de Portugal.

Sendo o seu primeiro ano no Challenge Tour, Miguel Gaspar não almeja como Lima e Figueiredo subir ao European Tour, mas antes melhorar o seu estatuto no Challenge Tour, de modo a que não dependa unicamente de convites em 2019.

«Depois dos dois primeiros dias senti que estava em condições de lutar por um top-10, que é um dos meus objetivos, visto que estou a jogar com convites e só com oito torneios (o máximo de wild cards possíveis por época) não tenho hipóteses de subir de categoria. Tenho de fazer uns top-10», disse Miguel Gaspar à Tee Times Golf.

Com efeito, a meio da prova do Galgorm Resort and Spa NI Open presented by Modest! Golf, Miguel Gaspar surgia no grupo dos 15.º classificados, com 5 pancadas abaixo do Par do Galgorm Golf Club, em Ballymena, após voltas de 68 e 69.

Uma classificação que surpreendeu o profissional que treina com o antigo selecionador nacional, Sebastião Gil, na Quinta da Ria, no Algarve: «No início da semana não me sentia a jogar bem, mesmo na semana anterior a treinar não estava a sentir-me a bater bem na bola e fui para o campo sem confiança».

Ainda por cima, ao contrário do que tem acontecido na Grã-Bretanha, as condições meteorológicas apresentaram-se como sempre naquelas paragens: «Clima típico da Irlanda do Norte, com chuva, vento e frio».

E para dificultar ainda mais a tarefa do português, o campo não é propriamente fácil, mas as suas características acabaram por ser apreciadas por Miguel Gaspar: «É um dos melhores campos em que joguei até hoje, com um ótimo desenho. É preciso dar mesmo bons shots para se fazer birdie. Só esses são recompensados neste tipo de campo, bons shots para o fairway e para o green. Qualquer erro é logo penalizado. Gosto deste tipo de campos».

Talvez por isso, as coisas lhe tenham corrido bem nos primeiros 36 buracos, com 6 birdies no primeiro dia e 5 no segundo. «À medida que o primeiro dia foi correndo, vi que as pancadas de saída estavam ótimas, fui ganhando mais confiança e entrei numa zona de conforto com -2 e -3, que me deu mesmo confiança para os dias seguintes. No segundo dia estive muito bem, parecido com o primeiro dia. Foram dois dias em que praticamente não falhei putts de dois metros para dentro», recordou.

Passou então o cut pela terceira vez este ano em torneios do Challenge Tour e pela primeira vez em dois eventos seguidos, um sinal de que está claramente em progressão. Pelo contrário, João Carlota e Ricardo Santos falharam o cut por 1 pancada, Carlota com voltas de 69 e 74 e Santos com cartões de 70 e 73.

No fim de semana havia esperanças de que Miguel Gaspar obtivesse a sua melhor classificação de sempre neste circuito e superar o 57.º posto no Euram Bank Open, duas semanas antes.

Mas no momento de dar a machadada final, deixou de ser capaz de jogar abaixo do Par. Fez 71 pancadas na terceira volta e 76 na quarta ronda, para um agregado final de 284 (Par), no 62.º lugar (empatado).

«No Sábado o putt não estive tão bem. Falhei uns sete putts de três metros para dentro e isso impediu-me de fazer um bom resultado porque em termos de batida de bola deve ter sido o meu melhor dia da semana», lamentou-se.

«No último dia, com o vento a soprar em direções diferentes dos outros dias e as bandeiras em posições mais difíceis, não estive tão bem, nem no putt, nem no jogo comprido. Não tive muitas reais oportunidades de birdie, só consegui concretizar duas e os meus erros foram graves. Fiz 2 duplos-bogey e terminei com 1 triplo-bogey. São erros que não se podem cometer», concluiu.

Os jogadores que fecharam o top-10 no Open da Irlanda do Norte embolsaram quase 4 mil euros e era por um prémio desses que Miguel Gaspar estava a lutar.

Mas as duas últimas voltas menos conseguidas, sobretudo a última, fizeram com que levasse para casa apenas 486 euros. Uma diferença enorme para um jovem que praticamente não tem patrocínios.

De qualquer forma, no ranking do Challenge Tour, ganhou 10 posições para 238.º Ricardo Santos e João Carlota perderam lugares, respetivamente para 77.º e 204.º.

O Open da Irlanda do Norte, de 180 mil euros em prémios monetários, coroou o escocês Callum Hill, de apenas 23 anos, que conquistou o seu primeiro título nesta divisão, com 265 (66+67+68+64), 19 abaixo do Par, galgando 156 lugares na the Road to Ras Al Khaimah, para o 43.º posto.

Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf

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