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‘Figgy’ faz um pleno inédito em Campeonatos Nacionais
Venceu o Absoluto em 2024, depois do de Profissionais em 2013 e do de Amadores em 2007 e 2008
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Pedro Figueiredo tornou-se no primeiro jogador a vencer ao longo de uma carreira o Campeonato Nacional Amador, o antigo Campeonato Nacional de Profissionais e o novo Campeonato Nacional Absoluto, reforçando o seu estatuto de ser um dos melhores golfistas portugueses de sempre.
Um feito inédito no golfe nacional do jogador de 33 anos, que conquistou o 91.º Campeonato Nacional Absoluto KIA, organizado pela Federação Portuguesa de Golfe, no Quinta do Peru Golf & Country Club, no concelho de Sesimbra. A prova distribuiu 20 mil euros em prémios monetários, dos quais 18.200 para o torneio masculino.
Uma 91.ª edição se contarmos desde os tempos em que o torneio era reservado a amadores, mas apenas a 5.ª desde que a FPG passou a permitir a participação de profissionais. Foi também a 4.ª vez em que este torneio atribuiu o título de campeão nacional de profissionais.
O popular e mediático ‘Figgy’ juntou este troféu ao que averbara anteriormente em 2013, em Vila Sol (Loulé), no então Campeonato Nacional PGA (só para profissionais); e ainda no Campeonato Nacional Amador em 2007 e 2008, respetivamente no Ribagolfe e no Montado.
Podemos, portanto, dizer que neste momento tem dois títulos de campeão nacional amador (2007 e 2008), outros dois de campeão nacional de profissionais (2013 e 2024) e um de campeão nacional absoluto (2024).
"Tento dar o meu melhor em todas as competições em que participo e estes campeonatos nacionais, jogo-os para ganhar. Felizmente consegui vencer pela primeira vez este Campeonato Nacional Absoluto, com amadores e profissionais. Fiquei muito feliz por isso e também por juntar este aos outros que já tinha", disse a Record.
Ricardo Melo Gouveia e Pedro Lencart foram campeões nacionais amadores e campeões nacionais absolutos, mas nunca venceram o Campeonato Nacional da PGA de Portugal. Tomás Santos Silva ganhou o Campeonato Nacional Amador da FPG e o de Profissionais da PGA de Portugal, mas nunca venceu este novo Absoluto. Já Ricardo Santos, foi campeão nacional de profissionais no torneio da PGA de Portugal e campeão nacional absoluto da FPG, mas nunca foi campeão nacional amador. E o eterno António Sobrinho, com os seus 11 títulos nacionais, um recorde, venceu-os todos no Campeonato Nacional da PGA.
Pedro Figueiredo alcançou algo de inédito e que não deverá voltar a ser igualado, pois o Campeonato Nacional da PGA de Portugal teve a sua última edição em 2020.
Foi um êxito bastante confortável de ‘Figgy’. Como referiu Castro Martins, o ‘press officer’ da FPG, o antigo atleta do Sport Lisboa e Benfica "não deu hipóteses aos adversários".
Em parte, porque soube valer-se do profundo conhecimento do campo. Embora represente já há duas épocas a Vanguard Properties, e apesar de treinar agora frequentemente na Comporta, a verdade é que nasceu, cresceu e consolidou-se como atleta na Quinta do Peru.
Por respeito ao seu patrocinador, não pode dizer oficialmente que tenha jogado oficialmente em casa, mas a realidade é que foi isso que passou-se. O resultado de 272 pancadas, 16 abaixo do Par, após voltas de 64, 67, 70 e 71, mostra como conhece todos os segredos do campo.
"Jogar na Quinta do Peru, para mim, é um prazer pois cresci aqui, conheço o campo como a palma da minha mão e os sócios são-me pessoas muito chegadas", disse ‘Figgy’ ao diretor técnico nacional da FPG, João Coutinho. Aliás, em conversa com Record, acrescentou logo que "represento a Vanguard Properties, mas continuo a ser sócio na Quinta do Peru".
Pedro Figueiredo liderou a prova no final de todas as voltas e superou a concorrência por 7 pancadas, apesar de terem estado presentes alguns dos melhores jogadores nacionais.
Basta dizer que havia cinco jogadores que, entre os 79 participantes (63 amadores e 16 profissionais), cinco já tinham sido campeões nacionais de profissionais: Ricardo Santos (2011, 2016 e 2023), Hugo Santos (2012), Pedro Figueiredo (2013), Tiago Cruz (2014 e 2015) e Tomás Silva (2018 e 2019), este último o vice-campeão do ano passado.
Claro que o destaque vai para o primeiro dia e aquelas 64 pancadas (-8), de longe a melhor volta da prova. O mais perto foi conseguido por Ricardo Santos e João Pinto Basto Jr., ambos com 67 (-5) no último dia. Marcou logo a sua posição e apresentou-se logo como um enorme candidato ao título.
"Uma óptima volta de -8, 64. Acho que foi uma das minhas melhores voltas, aqui, na Quinta do Peru. Joguei muito bem, acertei 18 greens, nunca estive em perigo, ‘patei bem’, fiz 8 birdies e 10 pares, não podia pedir mais", disse à FPG, ainda antes de receber um cheque de 3.800 euros.
No final dessa primeira jornada, já tinha 4 pancadas de vantagem sobre o 2.º classificado. No final da prova tinha dilatado essa superioridade para 7 ‘shots’ sobre os dois jogadores que empataram no 2.º lugar: Pedro Almeida e Ricardo Santos. Ambos totalizaram 279 (-9), mas os seus percursos foram bastante distintos.
Com efeito, Pedro Almeida atravessou todo o torneio no 2.º lugar e entregou cartões de 68, 71, 70 e 70. Só ele e ‘Figgy’ bateram o Par do campo em todas as quatro voltas.
Pelo contrário, Ricardo Santos fez uma entusiasmante prova de trás para a frente. Com voltas de 73, 68, 71 e 67, começou no 16.º lugar, subiu para 7.º, para 3.º e finalmente em 2.º. É caso para dizer que Ricardo Santos, também ele um jogador do DP World Tour (1.ª divisão europeia) como ‘Figgy’, vendeu bem caro a perda do título.
Pedro Figueiredo tornou-se profissional no Verão de 2013 e poucos meses depois já estava a ganhar o Campeonato Nacional da PGA de Profissionais. Avisou logo a concorrência ao que vinha e mostrou imediatamente a sua indiscutível qualidade.
Poderá, por isso, parecer estranho que tantos anos tenham passado até voltar a poder levantar o troféu de campeão nacional e foi isso mesmo que indagámos-lhe.
"É verdade, há 11 anos não ganhava um Campeonato Nacional. Mas também é verdade que, nestes 11 anos, talvez tenha jogado apenas uns três, talvez este seja o meu quarto Campeonato. Não posso precisar, mas não joguei assim tantos. De qualquer modo, não esperava que fossem tantos anos entre o meu último título e este, mas estou feliz de tê-lo conseguido novamente", sublinhou.
‘Figgy’ tem razão. Na sua carreira profissional jogou apenas cinco Campeonatos Nacionais com os seguintes resultados: Campeão em 2013 com -7 (e 8 de vantagem sobre Tiago Cruz), 10.º em 2015 (+12), 8.º em 2016 (-2), 4.º em 2020 (-12) e de novo campeão em 2024 com -16 (e 7 de vantagem).
Não tendo conseguido qualificar-se para os Jogos Olímpicos, a sua cabeça está já de novo no DP World Tour, como explicou à FPG: "Isto dá-me confiança. Sei que tenho jogo para competir no circuito europeu. Agora, é ser capaz de transferir os resultados que tenho feito em casa, não só aqui neste Campeonato Nacional, mas também no início da época, no PT Tour. Tenho tido muito bons resultados a jogar em Portugal e há que transportar esse jogo para os torneios lá fora".
Cinco anos após ter decidido juntar os profissionais aos amadores num Campeonato Nacional que finalmente tornou-se verdadeiramente Absoluto, a FPG pode estar orgulhosa, pois tem sido um sucesso. Basta reparar nos nomes de elite dos vencedores desde então e também nos seus bons resultados: Em 2020, Ricardo Melo Gouveia (-16), no Oporto Golf Club; Em 2021, Pedro Lencart (-7), no Belas Clube de Campo; Em 2022, Pedro Lencart (-20), No Aroeira Pines Classic; Em 2023, Ricardo Santos (-12), na Quinta do Peru; Em 2024, Pedro Figueiredo (-16), na Quinta do Peru.