FPG cria título de campeão nacional absoluto  

Em 2020 haverá campeões nacionais de amadores, de profissionais e absolutos  

O golfe português vai ter, finalmente, um verdadeiro Campeonato Nacional Absoluto. O golfe era uma das últimas modalidades que tinha um Campeonato Nacional Amador Audi e um Campeonato Nacional PGA Solverde, que atribuíam, respetivamente, os títulos de campeões nacionais de amadores e de profissionais. Em 2020 a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) decidiu conceder o estatuto de campeão nacional absoluto.
 
É verdade que formalmente já existia o nome de Campeonato Nacional Absoluto, desde 1934, mas era reservado a amadores, excluindo os profissionais.
 
Por outro lado, a criação da PGA de Portugal em 1990 lançou o Campeonato Nacional PGA, que remodelou uma prova que já existia, gerido por uma anterior associação de profissionais (APGP), mas com menor enquadramento institucional.
 
No Campeonato Nacional PGA os amadores puderam sempre participar e este ano, por exemplo, estiveram lá os melhores amadores no torneio masculino, tendo o torneio até contado para o ranking mundial amador pelo segundo ano seguido.
 
E embora o Campeonato Nacional PGA não tivesse o estatuto oficial de absoluto, era o mais parecido que havia com a essência desse termo…, mas com um grande defeito – se o vencedor fosse um amador, o título de campeão nacional era atribuído ao profissional melhor classificado.
 
Nos últimos anos isso sucedeu quando o amador Gonçalo Pinto venceu o Campeonato Nacional PGA em 2012 e a amadora Leonor Bessa foi a melhor na edição de 2016. Os seus nomes surgiram no topo das classificações, mas os títulos e os estatutos de campeões nacionais foram conferidos a Hugo Santos em 2012 e a Susana Ribeiro em 2016.
 
Em 2020, a grande novidade, anunciada pela FPG nesta quinta-feira, não foi, por isso, haver um torneio em que amadores e profissionais pudessem competir taco a taco. Isso já acontecia antes. A inovação foi, antes, a permissão aos profissionais de acederem ao Campeonato Nacional Absoluto Audi, perdendo este torneio a exclusividade para amadores, com o aliciante de oferecer prémios monetários no valor de 20 mil euros.
 
A configuração revolucionária desta prova irá estrear-se no Oporto Golf Club, em Espinho, de 23 a 26 de setembro, compreendendo um máximo possível de 44 profissionais e 100 amadores.
 
No Domingo, 27 de setembro, terá lugar um Pro-Am, organizado pela FPG e pelo Oporto Golf Club, com os fundos angariados a reverterem para o investimento na academia daquele clube em Espinho.
 
Em 2019, quando o torneio era ainda destinado unicamente a amadores, Leonor Medeiros e Daniel da Costa Rodrigues foram os vencedores, pelo que, oficialmente, serão eles a defenderem os títulos neste novo formato da competição em 2020.
 
No final desse torneio, o melhor amador será coroado campeão nacional amador (em ambos os géneros), mas haverá ainda a atribuição dos títulos de campeões nacionais absolutos, que serão sempre os melhores das classificações feminina e masculina, independentemente de serem amadores ou profissionais. Como sucede em muitas outras modalidades desportivas.
 
Note-se que o estatuto de campeões nacionais de profissionais continuará a existir, mas não será outorgado nessa prova, dado a FPG ter delegado desde sempre essa função na PGA de Portugal.
 
No passado dia 8 de julho, o presidente da PGA de Portugal, Nelson Cavalheiro, recebeu um documento assinado pelo presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa, no qual pode ler-se: «No uso das competências atribuídas pelo Regime Jurídico das Federações Desportivas, nomeadamente no seu artigo 61.º, e considerando a informação entretanto prestada por essa Associação, vem a Federação Portuguesa de Golfe conferir o título de "Campeão Nacional de Profissionais" ao vencedor do Campeonato Nacional de Profissionais, a organizar pela PGA de Portugal no corrente ano 2020».
 
Foi assim, com esta homologação da FPG, que o Campeonato Nacional PGA Solverde da semana passada coroou, em Vidago, como campeões nacionais de profissionais de 2020, os irmãos Leonor e Tomás Bessa, bem como o sénior Nelson Cavalheiro.
 
Em 2020 teremos, assim, como sempre, campeões nacionais de amadores e de profissionais, mas a grande novidade será a de haver igualmente títulos absolutos, colmatando uma lacuna de há muito.
 
No comunicado da FPG, Miguel Franco de Sousa declarou: «É um formato experimental, mas que trará grandes benefícios, seja para os amadores como para os profissionais. Estamos convictos de que juntar os melhores jogadores nacionais numa só competição será um incentivo para todos. O investimento da FPG em prémios monetários para este campeonato resulta da nossa estratégia de apoio aos jogadores profissionais que este ano se viram privados de competir com maior intensidade devido à pandemia».
 
"Em termos de data, o Campeonato Nacional Absoluto Audi encaixa que nem uma luva, pois vai permitir aos jogadores profissionais competirem três semanas seguidas em Portugal, ao mais alto nível – Portugal Masters, Open de Portugal at Royal Óbidos e o Campeonato Nacional Absoluto Audi", acrescentou o presidente da federação.
 
Em teoria, a criação de mais um torneio para profissionais em Portugal só pode ser positiva para os jogadores, dando-lhes mais uma oportunidade de trabalho e de remuneração, numa época tão fustigada pelo cancelamento de torneios.
 
No entanto, contactado pela Tee Times Golf, em exclusivo para Record, Nelson Cavalheiro, o presidente da PGA de Portugal, preferiu não comentar (para já) o comunicado da FPG. 
 
"Como presidente da PGA de Portugal, nem eu nem a Direção fomos notificados oficialmente pela FPG", limitou-se a dizer, remetendo para o futuro uma eventual posição pública sobre o assunto, depois dos necessários contactos institucionais que vier a ter com a federação.
 
Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf (teetimes.pt) para Record

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