Joana Silveira e Tomás Silva são os 'nº1' de 2016

Para a jovem golfista, de 16 anos, foi mais uma etapa na sua evolução

• Foto: Sandra Gomes/FPG

Joana Silveira e Tomás Silva são os novos 'n.º1' do ranking nacional amador BPI, a hierarquia da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), que designa os melhores golfistas amadores portugueses ao longo da época.

O 6.º torneio do Circuito Allianz, disputado no Quinta do Peru Golf & Country Club, em Azeitão, foi o último evento a contar para o principal ranking da FPG e. tanto Joana Silveira como Tomás Silva, chegaram a essa derradeira prova com uma boa margem de segurança, pelo que nem precisaram de lutar pela vitória para garantir o n.º1.

A jogadora do Club de Golf de Miramar, de apenas 16 anos, foi 3º classificada, enquanto o representante do Club de Golf do Estoril, de 24 anos, terminou no 6º lugar.

Para ambos, foi a primeira vez que conseguiram concluir uma época na primeira posição do ranking nacional BPI, mas o significado deverá ter sido maior para Tomás Silva, por ser um objetivo que perseguia há muito.

"Este troféu é importante para mim. Mostra que fui o jogador mais regular ao longo da época. Já perseguia este título há alguns anos. Em 2013, fui 3° e, tanto em 2014 como em 2015, fui 2°. Este ano consegui, finalmente, ser o vencedor", disse Tomás Silva ao gabinete de imprensa da FPG.

"Mostra a minha evolução de um ano para o outro e reflete o trabalho que desenvolvi ao longo do ano em vários aspetos (técnico, físico, estratégico, experiência, etc.)", afirmou, por seu lado, Joana Silveira, que no ano passado tinha terminado na 6.ª posição deste mesmo ranking.

Tomás Silva fez bem em colocar o acento tónico na sua regularidade, porque é curioso que seja o n.º1 nacional amador, exatamente numa temporada em que não conseguiu impor-se em nenhum dos Majors da FPG: foi 2.º no Campeonato Nacional Absoluto (amador) Peugeot e semifinalista na Taça FPG/BPI.

Contudo, o vice-campeão nacional amador ganhou dois torneios do Circuito Allianz, o 1.º no Penina Hotel & Golf Resort e o 4.º no Quinta do Vale Golf, para além de ter triunfado igualmente na Lisbon Cup, que este ano atribuiu pontos para o ranking nacional BPI.

Tal como tinha acontecido com o n.º1 de 2015, Vítor Lopes (que este ano foi 3.º), foram fundamentais para os seus 2.106,5 pontos os resultados internacionais.

Tomás Silva foi 5.º no Campeonato Internacional Amador de França, 24.º no Campeonato Internacional Amador de Portugal e 48.º no Campeonato do Mundo Amador por Equipas/Eisenhower Trophy. Venceu o ranking nacional BPI com uma vantagem esmagadora sobre o n.º2, Afonso Girão, do Oporto Golf Club, que agregou 1.565,5 pontos.

Pelo contrário, Joana Silveira marcou fortemente a sua época pelo êxito no Campeonato Nacional Absoluto (amador) Peugeot, algo que fez pela primeira vez, com apenas 16 anos, provando que não tinha sido por acaso que dois anos antes, com apenas 14, vencera o outro Major amador português, a Taça FPG/BPI.

Poderá dizer-se que Joana Silveira foi beneficiada por a sua principal rival, a companheira de clube, Leonor Bessa, a n.º1 amadora de 2015, ter estado parada três meses no início desta época devido a lesão, mas repare-se bem como a n.º1 de 2016 nem participou este ano na Taça FPG/BPI, onde poderia ter somado mais alguns pontos preciosos.

Joana Silveira teve, de facto, uma época espantosa para uma jogadora de 16 anos. Para além de sagrar-se campeã nacional amadora, venceu dois dos seis torneios do Circuito Allianz (em Praia d’El Rey e Montebelo), foi 2.ª classificada no Penina e 3.ª na Quinta do Peru.

Uma evolução simplesmente notável se pensarmos que em 2014 venceu o Campeonato Nacional de Segundas Categorias. Dois anos depois é a nº1 das Primeiras!

"Dá-me motivação para continuar a trabalhar e a dedicar-me a este desporto», assegura a jogadora de Miramar, que somou 1.520 pontos no ranking nacional BPI, enquanto Leonor Bessa, a n.º2, totalizou 1.395.

Se Joana Silveira vai prosseguir, naturalmente, o seu percurso amador, até porque é uma excelente aluna e deseja prosseguir os estudos, Tomás Silva, pelo contrário, concluiu a licenciatura em Gestão, apostou seriamente no golfe em 2016, beneficiando de um importante apoio do Club de Golf do Estoril, e tomou a decisão de encerrar a sua brilhante carreira amadora na Quinta do Peru.

Nesse sentido, terminar 2016 como o n.º1 nacional amador foi o corolário perfeito de tudo o que conseguiu ao longo dos anos, enquanto estudava e competia.

"Sim, é verdade que fiz o meu último torneio como jogador amador e vou fazer a minha estreia como profissional já nos dias 10 e 11 em Amarante, no torneio da PGA Portugal. Sinto que está na altura de arriscar. Afinal, foi para isto que treinei nos últimos anos e é esta a vida que quero ter", confirmou.

Tomás Silva pode orgulhar-se de tudo o que fez ao serviço do seu clube e das seleções nacionais da FPG. Foi campeão nacional amador em 2010, 2014 e 2015, ganhou a Taça FPG/BPI em 2009 e 2012, e sagrou-se campeão europeu por equipas da segunda divisão em 2015.

Dos muitos resultados positivos que obteve internacionalmente, há dois que se destacam de sobremaneira: o 68.º lugar no Portugal Masters de 2015 (foi apenas o terceiro amador português a passar o cut no Portugal Masters, igualando os feitos de Pedro Figueiredo em 2011 e 2012, e de Ricardo Melo Gouveia em 2012); e o 9.º lugar no Campeonato da Europa Amador Individual Masculino de 2014 (apenas o 5.º top-10 de um português no Europeu, depois de Daniel Silva em 1986 e 1988, Ricardo Santos em 2005 e Gonçalo Pinto em 2012).

Por Hugo Ribeiro/FPG
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