João Carlota vice-campeão no 2.º Palmares Open

É a terceira vez que fica em 2.º lugar em torneios do Portugal Pro Golf Tour de 2019/2020

• Foto: Berto Granja / PPGT

Com sete portugueses envolvidos em torneios das terceiras divisões europeias, no Alps Tour e no Pro Golf Tour, João Carlota foi dos poucos que manteve-se a competir no Algarve e cotou-se como o melhor golfista português no 6.º Swing do Portugal Pro Golf Tour (PPGT), com destaque para o 2.º lugar no 2.º Palmares Open, de 10 mil euros em prémios monetários.
 
O algarvio de 29 anos já tinha partilhado na semana passada o estatuto de melhor português com Ricardo Santos, quando terminaram ambos no grupo dos 9.º classificados no 2.º Palmares Classic. Na altura foi o seu sexto top-10 na temporada de 2019/2020 do PPGT.
 
Mas agora fez ainda melhor, ao sagrar-se vice-campeão no 2.º Palmares Open, perdendo o título pela margem mínima de 1 pancada para o inglês Paul Maddy.
 
Maddy totalizou 206 pancadas, 10 abaixo do Par dos percursos Alvor e Lagos do Palmares Ocean Living & Golf, após voltas de 70, 68 e 68. Carlota, por seu lado, agregou 207 (69+70+68), -9.
 
O britânico tinha sido 2.º classificado no torneio anterior, pelo que foi ele a vencer o 6.º Swing do PPGT e, com isso, garantir um convite para o Open de Portugal at Royal Óbidos do Challenge Tour.
 
O 2.º Palmares Open só teve mais dois portugueses. Entre um total de 62 participantes, Daniel Silva conseguiu um positivo 14.º lugar com 219 (75+70+74), +3, enquanto o veterano amador Fernando Serpa foi 57.º com 267 (91+86+90), +51.
 
Voltando a João Carlota, foi a terceira vez que o profissional do Dom Pedro Golf terminou em 2.º num torneio do PPGT em 2019/2020, depois de ter feito o mesmo no 1.º Dom Pedro Pinhal Open e no 1.º Morgado Classic, colecionando também agora o seu sétimo top-10.
 
É, por isso, importante realçar que foi várias vezes o melhor português em prova ao longo da temporada iniciada em Novembro, mesmo quando cada torneio atraía mais de uma dezena de golfistas nacionais.
 
A sua prestação neste circuito internacional português sancionado pela FPG, pela PGA de Portugal e pelo circuito britânico Jamega Pro Golf Tour apresenta a curiosidade de estar a cotar-se como um especialista dos eventos de categoria Open.
 
Em 2019/2020 o promotor José Correia apresentou a novidade de haver torneios da categoria Classic, de apenas dois dias, e os Open, de três voltas, por isso, mais importantes e mais exigentes.
 
Pois bem, para além de ter sido vice-campeão no 2.º Palmares Open e no 1.º Dom Pedro Pinhal Open, João Carlota foi ainda 5.º no 2.º Dom Pedro Victoria Open.
 
O Portugal Pro Golf Tour está quase a chegar ao fim. Falta só mais um 7.º e último Swing a partir do dia 2 de Março e João Carlota planeia estar presente.
 
A Tee Times Golf, em exclusivo para Record, conversou com o antigo vice-campeão nacional e pediu-lhe que fizesse uma análise a este seu início de época, e que explicasse também o que pensa fazer em 2020 quando terminar o PPGT a meio de Março. Eis as suas declarações:
 
«Estou a viver, provavelmente, a minha melhor época de sempre no Portugal Pro Golf Tour. Estou a jogar melhor, a ficar mais confiante, mais tranquilo, e estou a ultrapassar aquela fase de falta de confiança que atravessei no ano passado e da qual foi difícil levantar a cabeça.
 
«Já não é a primeira vez que fico em 2.º lugar neste circuito, e tenho outros top-5 e top-10. Aliás, tenho terminado regularmente no top-15, top-20.
 
«Neste último torneio as condições meteorológicas estiveram muito difíceis no último dia, com muito vento, e acho que tirei partido da situação, porque gosto de jogar nessas condições e sei que tenho vantagem em relação aos outros jogadores. Não consegui sair vencedor, mas o 2.º lugar, com 9 pancadas abaixo do Par é sempre positivo, para mais nos percursos mais exigentes de Palmares.
 
«Sinto que o trabalho que tenho feito com o Steve Bainbridge (treinador da Elite Golf Academy) e com o Orlando Henrique (‘mental coach’ da Enneagolf) está de novo a dar frutos. O trabalho com o Orlando tem sido muito importante na área da autoestima e da confiança.
 
«Este ano, tendo em conta que não tenho patrocínios, os meus planos consistem em aproveitar o dinheiro que conseguir no Portugal Pro Golf Tour para poder investir na minha carreira e jogar o maior número possível de torneios. Vou jogar no Alps Tour, no Pro Golf Tour e no Challenge Tour. Vamos ver como as coisas vão correndo ao longo do ano, sem demasiadas expectativas, mas sempre a dar o meu melhor para tentar voltar a ter patrocínios, de modo a poder regressar ao Challenge Tour de forma mais regular».
 
Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

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