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Marrocos começa mal para portugueses

Tiago Rodrigues e Tomás Melo Gouveia falharam dois cuts seguidos mas deixaram alguns bons sinais

O Pro Golf Tour entrou em força na sua série de oito torneios de 30 mil euros em prémios monetários cada um, disputados em Marrocos e a contarem igualmente para o Atlas Golf Tour.
 
É uma fase importante desta terceira divisão europeia mas não começou da melhor maneira para os dois jogadores portugueses que este ano decidiram apostar seriamente neste circuito germânico sediado na Europa Central.
 
Tomás Melo Gouveia, de 24 anos, e Tiago Rodrigues, de 27, falharam o cut nos dois primeiros eventos deste "swing" marroquino, realizados nos arredores de Casablanca – o Open Prestigia e o Open Casa Green Golf.
 
O Open Prestigia marcou a estreia de Tiago Rodrigues neste circuito em 2019, dado ter optado por faltar aos dois torneios inaugurais, no Egito, onde Tomás Melo Gouveia até brilhou com um 7.º lugar no Red Sea Egyptian Classic.
 
«Não fui porque acho que não fazia sentido para o meu calendário competitivo», disse o profissional do Oporto Golf Club, que recordou estar ocupado em janeiro com o torneio que organiza todos os anos na Florida.
 
«Cheguei do Orlando International Amateur no dia 7 de janeiro e no dia 12 já teria de viajar para o Cairo. No ano passado joguei o primeiro torneio egípcio e cheguei a conclusão de que não foi o melhor para mim. Assim, optei este ano por treinar uma semana, por jogar dois torneios do Portugal Pro Golf Tour e treinar mais uns dias antes de vir para Marrocos», explicou à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.
 
No Open Prestigia Tiago Rodrigues foi o melhor português, com 147 pancadas, 3 acima do Par, após voltas de 74 (+2) ao The Tony Jacklin Casablanca Course e de 73 (+1) ao Casa Green Golf.
 
«Estive razoável do tee, bem nos ferros e não muito bem no putt. Embora o jogo não fosse espetacular, no segundo dia poderia ter apresentado uma boa volta. Ia dentro do cut ao fim do buraco 13, mas um mau drive acabou por resultar num triplo-bogey e prejudicou-me a volta e o torneio», disse o português que ficou a 3 pancadas do cut.
 
Já Tomás Melo Gouveia somou mais 1 pancada, ou seja, 148 (+4), assinando cartões de 77 (+5) e 71 (-1), nos mesmos campos. «O primeiro dia foi muito negativo e não consegui fazer um único birdie. O dia seguinte já foi mais positivo e melhor mas já não foi o suficiente para passar o cut», disse o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia que teve a consolação de ter jogado os últimos 14 buracos em 2 pancadas abaixo do Par, mostrando que poderia ter feito muito melhor.
 
No Open Casa Green Golf foi Tomás Melo Gouveia o melhor, com 144 pancadas, 1 acima do Par, após rondas de 71 (-1) ao Casa Green Golf Course e de 73 (+2) ao Palmeraie Country Club.
 
Ficou a 2 pancadas do cut mas, tal como na prova anterior, teve bons períodos em que mostrou que poderia ter aspirado a muito melhor:
 
«No segundo torneio joguei bem melhor. No primeiro dia ia -5 depois de 11 buracos, ou seja ia a liderar, mas depois tive um final péssimo, com 4 bogeys nos últimos sete buracos e fiquei longe dos líderes. Este campo, Casa Green, é aberto mas no qual é muito importante posicionar bem os shots do tee, porque tem alguns buracos traiçoeiros. No segundo dia jogámos no Palmaraie Country Club, um campo também aberto mas muito comprido e mais difícil. Vinha a jogar bem mas a falhar muitos putts e mais um final péssimo comprometeu o cut».
 
Ao contrário do que aconteceu no Egito, o profissional da Quinta do Lago tem sentido dificuldades de adaptação a algumas condições de jogo em Marrocos:
 
«Estes greens têm muita "grain" e são muito difíceis de ler. Tenho tido muita dificuldade em adaptar-me. O meu jogo esteve, infelizmente, muito inconsistente nestes dois torneios».
 
Os dois portugueses seguem agora para o Open Palmeraie Country Club, também de 30 mil euros, na mesma região, e Tiago Rodrigues julga que os bons resultados poderão surgir em qualquer altura, depois de uma pré-temporada positiva no Portugal Pro Golf Tour:
 
«Sinto-me mais confiante com o meu jogo este ano e para esta época».
 
Na Ordem de Mérito da Pro Golf Tour Tiago Rodrigues ainda não aparece e Tomás Melo Gouveia, que iniciou a época no 7.º lugar, desceu agora para 51.º, tendo cedido 14 posições esta semana. Note-se que só os cinco primeiros irão no final do ano ascender ao Challenge Tour, a segunda divisão europeia.
 
O ranking é liderado pelo alemão Hinrich Arkenau, fruto de ter somado uma vitória e um 2.º lugar nos torneios egípcios. Os vencedores destas duas primeiras etapas marroquinas também estão bem classificados: o polaco Mateusz Gradecki, que ganhou o Open Prestigia, é já o n.º 2, enquanto o finlandês Sami Välimäki subiu 66 posições para n.º5 após o triunfo no Open Casa Green Golf.
 
Mateusz Gradecki, de 24 anos, impôs-se com 202 (69+66+67), 14, batendo por 1 os alemães Hurly Long e Jophn Allen. É interessante que o polaco terminou a época passada no 5.º lugar da Ordem de Mérito, pelo que em 2019 irá competir no Challenge Tour, mas como a segunda divisão europeia ainda não começou, decidiu rodar no terceiro escalão e os cinco mil euros de prémio foram bem apreciados.
 
Sami Välimäki, que há um par de anos conquistou o Campeonato Internacional Amador de Portugal no Montado Hotel & Golf Resort, só se tornou profissional no final da época transata, depois de suplantar a Escola de Qualificação do Pro Golf Tour. O seu primeiro título como profissional veio, assim, muito cedo, com 201 (68+66+67), -14, superando por 2 pancadas o alemão David Heinzinger.
 
E se Mateusz Gradecki admite ter feito uma pré-temporada intensa em Espanha e na Florida, Sami Välimäki viu-se forçado a «cumprir o serviço militar no inverno», veio para Marrocos «praticamente sem treinar» e o seu primeiro título e o consequente cheque de cinco mil euros aconteceram logo ao segundo torneio que disputou este ano.
 
Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf
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